Polícia

Investigação sobre delegado envolvido em morte de jovem é prorrogada

Adolescente saía do recinto no momento da confusão (Foto: Redes Sociais)

A Corregedoria da Polícia Civil do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), com sede em Bauru, pediu à Justiça prorrogação do prazo para conclusão do inquérito que investiga a morte da estudante Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos.

O delegado de polícia mariliense Vinícius Martinez, de 28 anos, chegou a ser preso pelo crime, mas aguarda a apuração em liberdade, depois de pagar fiança de R$ 28 mil.

Katrina foi baleada fatalmente pouco depois da meia-noite em 5 de agosto. A adolescente havia assistido ao rodeio e esperava pelo pai para sair do recinto do evento. O delegado alegou que um desconhecido teria desacatado policiais militares, por isso, sacou a arma e efetuou disparos no meio da multidão.

Por se tratar de um servidor da Segurança Pública, Martinez é investigado pela Corregedoria, ao invés da delegacia onde ocorreu o fato. Com carreira promissora, na época ele respondia pela delegacia de Polícia de Getulina e havia acabado de cumprir substituição na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins.

Conforme o Diário Oficial do Estado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) concedeu ao delegado licença médica por 30 dias, a partir de 6 de agosto, um dia depois do crime. O Deinter-4 informou à Justiça a transferência do policial da cidade de Getulina para a seccional de Assis.

REVOLTA E SIGILO

O caso gerou revolta na comunidade local, em Promissão, principalmente pela decisão da Justiça de conceder liberdade ao delegado preso em flagrante. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) recorreu da decisão, com pedido de liminar, mas a prisão imediata do delegado foi negada. O processo tramita agora sob segredo de Justiça.

O Marília Notícia, por meio da assessoria de imprensa da SSP, questionou sobre as justificativas da dilação de prazo. Perguntou ainda sobre a nova situação profissional do delegado, após a licença médica, mas não houve resposta a nenhum dos questionamentos. Caso haja posicionamento, a reportagem será atualizada.

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Carlos Rodrigues

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