Homicídio foi registrado em outubro de 2021, no motel de propriedade do coronel, nas margens da SP-294, em Marília (Foto: Arquivo/MN)
Acontece nesta terça-feira (26) o julgamento do coronel aposentado Dhaubian Braga Brauioto Barbosa, acusado de matar o ajudante Daniel Ricardo da Silva, de 37 anos, em outubro de 2021 em um motel localizado na zona norte de Marília. O policial reformado sentará no banco dos réus do Tribunal do Júri.
A sessão será realizada a partir das 9h, no Fórum de Marília. Dhaubian Braga Brauioto Barbosa permanece preso. Ele é apontado como autor de homicídio duplamente qualificado.
Segundo consta na denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), no dia do crime, por volta das 6h10, o coronel matou a vítima e ainda tentou forjar provas no local do crime.
Alguns meses antes dos fatos, o coronel contratou Daniel para prestar serviços na própria empresa de construção civil e lhe cedeu moradia em um dos quartos do motel.
Conforme o texto da Promotoria, Dhaubian teria matado a vítima por vingança, após descobrir um suposto caso entre sua esposa e Daniel.
O autor teria ido até a sua residência – vizinha ao motel –, pegado a arma do crime, se apoderado também da arma de fogo de carga pessoal da companheira, que é policial militar, e ido até o estabelecimento muito antes do horário habitual.
O réu teria ficado nas proximidades do quarto de Daniel e permanecido à sua espera. A vítima chegou ao local por volta das 6h e foi até suas acomodações – situação flagrada pelas câmeras de vigilância.
O coronel, segundo o MP, era exímio atirador e surpreendeu a vítima quando ela se aproximava do quarto.
“Enquanto alvejava a vítima, que buscava se desvencilhar da execução, ainda recebeu apelo dela por sua vida, que o indagava sobre o motivo de assim estar agindo. A vítima veio a solo e, na sequência, a óbito”, diz a denúncia.
Segundo o documento, após constatar a morte de Daniel, Dhaubian inseriu a arma de fogo da companheira no local do crime, “buscando inovar artificiosamente a cena do crime e criar inexistente legítima defesa, o que acabou confirmado porque foi constatado que tal instrumento acabou colocado sobre uma pegada de sangue oriunda de calçado diverso do usado pela vítima.”
O coronel então fugiu e a PM foi acionada apenas horas após o crime, onde já se encontravam as testemunhas e o pai do coronel, que prontamente apresentou a falsa versão de legítima defesa.
“Há de se ressaltar que, durante as buscas infrutíferas da arma do crime nos imóveis pertencentes a Dhaubian, foi localizado um verdadeiro arsenal de armas e munições de calibres variados, parte delas sem os respectivos registros nos órgãos competentes”, conclui o MP-SP.
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