cilindros de oxigênio
O consumo de gases medicinais, especialmente o oxigênio, em instituições de saúde e domicílios de pacientes acamados, aumentou em pelo menos 30% na região, segundo fontes do setor.
Há preocupação com aumento de preços, mas distribuidores regionais não vêm risco de desabastecimento.
Com 13 anos de experiência no mercado, Flávio Andrigo Ribeiro – empresa em Tupã – viu os pedidos aumentarem depois da pandemia de Covid-19. Inicialmente, a busca ocorreu por necessidade de estoque de segurança, mas agora já é sensível o aumento no consumo.
“Com certeza dá para estimar 1/3 de aumento, principalmente esse ano. Atendemos tanto hospitais como clientes particulares, que têm plano de saúde e assistência em casa. Vemos esse aumento como um efeito da pandemia”, garante.
O empresário atua em seis municípios da região. Ele afirma que não dá para fugir da lei da oferta e da demanda, o que pode gerar aumento de preços, mas não vê risco de colapso.
“Pelo que acompanhamos, o problema no Amazonas foi a logística, para chegar produto de fora, e também um consumo totalmente fora do padrão. A maior empresa que opera lá não estava dando conta da demanda. O Estado de São Paulo não teria essa dificuldade”, acredita.
Os gases medicinais consumidos na região de Marília passam por processamento em regiões polo como Araçatuba e Bauru. Empresas distribuidoras de pequeno e médio porte, como a de Flávio, atuam em cidades como Tupã, Ourinhos e Marília.
Alerta nacional
Apesar de distribuidores regionais não apontarem risco de colapso, um alerta da Indústria Brasileira de Gases (IBG), a quinta maior fornecedora do país, acendeu a luz vermelha nesta semana.
“Se os índices de consumo de oxigênio continuarem subindo e crescerem mais do que 15%, é bem provável que aconteça em todo o país aquela situação de o pessoal estar precisando de oxigênio e não ter”, avaliou o presidente da companhia, Newton de Oliveira, em entrevista ao site Metrópoles.
Ele disse ainda que, se a demanda continuar crescendo, nas proporções que vem crescendo, vai faltar o produto [oxigênio hospitalar] ou faltarão equipamentos para entregar o produto [como cilindros]. “Esse é meu prognóstico. Não estou querendo assustar ninguém, é a situação real”, alertou o empresário.
A reportagem do Marília Notícia questionou a Prefeitura de Marília sobre aumento no consumo e eventual plano de contingência, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.
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