MATERIA SOBRE CONSUMISMO. NO DETALHE, CONSUMIDORES NO SHOPPING., 11NE0142, 11/04/2014, NEGOCIOS, RODRIGO CARVALHO,
A confiança do consumidor subiu 1,4 ponto em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 25, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficou em 83,7 pontos. Em relação ao mesmo período no ano anterior, o índice avançou 3,8 pontos.
“A recuperação mais consistente da economia fez com que a confiança do consumidor retornasse ao nível anterior à crise política. Na comparação com indicadores empresariais, no entanto, a confiança do consumidor ainda é baixa, sinalizando cautela diante dos níveis elevados de incerteza. Os resultados sugerem que a melhora do consumo nos últimos meses tem sido sustentada mais pela liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), queda dos juros e depreciação de bens duráveis do que pelo otimismo do consumidor”, avaliou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em nota oficial.
O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,3 pontos em outubro, a terceira alta consecutiva, para 73,2 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) cresceu 0,7 ponto, o segundo mês de resultados positivos seguidos, para 91,8 pontos. Os consumidores se mostraram menos insatisfeitos com a situação econômica em geral. Os itens que medem as avaliações sobre a situação econômica no momento e nos próximos meses avançaram 2,7 pontos.
Houve aumento também da satisfação com as finanças familiares. O subindicador que mede as avaliações no momento aumentou 2,0 pontos, para 67,1 pontos, o maior patamar desde agosto de 2015. O item que mede a intenção de compras de bens duráveis, porém, recuou pelo quinto mês consecutivo, para 71,3 pontos.
Em outubro, a confiança avançou em três das quatro faixas de renda pesquisadas. A maior alta foi registrada nas famílias com renda entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00, com melhora tanto da satisfação com a situação atual quanto das expectativas para o futuro próximo. Entre as famílias com renda acima de R$ 9 600,00, o nível de confiança recuou 2,2 pontos, influenciado pelas expectativas negativas em relação ao futuro.
A Sondagem do Consumidor coletou informações em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 21 de outubro.
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