Marília

Comércio entre Marília e Rússia soma US$ 12 mi em dez anos

As exportações diretas entre Marília e a Rússia somaram, em uma década, US$ 12,7 milhões, ou seja, cerca de R$ 65,5 milhões com a cotação deste domingo (27). O melhor ano de negócios entre os dois países foi 2018, quando as empresas locais venderam aos compatriotas de Vladimir Putin o equivalente a US$ 6,7 milhões (R$ 34,5 milhões) em mercadorias. O amendoim é o principal produto exportado para o leste europeu.

Os dados constam em apuração do Marília Notícia junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Balança comercial entre o município e os russos é totalmente favorável. Em dez anos, o governo brasileiro praticamente não registrou importações de produtos daquele país para Marília, com exceção de mercadorias avaliadas em US$ 354 (R$ 1, 8 mil) em 2016.

Já as vendas marilienses aos russos, tem um histórico de nove anos ininterruptos; em uma década, apenas 2011 terminou sem nenhuma relação comercial.

PARCEIRO INSTÁVEL

Apesar do aparente bom resultado, é importante ressaltar que os russos estão longe de serem os principais parceiros das empresas marilienses. Os próprios números mostram que a relação é instável ao longo dos anos.

As vendas externas de Marília tiveram, como principais parceiros, em 2020, os Estados Unidos (US$ 6,1 milhões), seguido do México (US$ 3,7 milhões) e da Argélia (US$ 2,6 milhões).

Embora a Rússia tenha aparecido como quarto principal destino, a soma de negócios com os demais países europeus, incluindo a própria Ucrânia – que comprou US$ 665.667 de produtos de Marília, em 2020 –, tem relevância para as empresas locais.

FERTILIZANTES E TRIGO

Mas em uma economia global, a inexistência de importações diretas de produtos russos para Marília não isenta as indústrias locais das consequências.

O trigo, matéria-prima importante para a indústria local, já começa a ser impactado pela invasão da Ucrânia. Isso porque tanto a Rússia quanto o país vizinho produzem 28% do trigo comercializado no mundo. Mesmo adquirindo grande parte do produto da Argentina, o Brasil está susceptível a alta dos preços.

Já os fertilizantes vendidos pela Rússia são altamente estratégicos para um país agrícola como o Brasil. Por isso, os impactos do conflito na economia local estão muito longe de serem retratados apenas pela balança comercial entre os dois países.

Em 2021, as importações de Marília somaram US$ 33,5 milhões (R$ 172,5 milhões). Já as vendas externas atingiram US$ 50,2 milhões. Os dados pormenorizados por cada parceiro comercial [município no Brasil x país estrangeiro] ainda não foram publicados pelo Siscomex.

Agência Estado

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