Marília

Comerciantes reclamam de inundações na zona sul: “sempre que chove”

Lojas ficam totalmente alagadas (Foto: Reprodução/Vídeo)

A forte chuva que caiu em Marília no início da tarde desta quinta-feira (23) invadiu vários comércios na avenida Tomé de Souza, no Jardim Monte Castelo, zona sul de Marília. Os comerciantes reclamam que a água invade os estabelecimentos durante as chuvas, provocando perdas e transtornos.

De acordo com a cabeleireira Joana Silva, o problema se repete sempre que chove. Ela afirma que nem precisa ser muito forte para que seu salão seja novamente alagado. Só nesta semana, a profissional contabilizou três ou quatro casos.

Joana Silva teve salão invadido por água na tarde desta quinta-feira (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

“Sempre acontece. Não precisa nem ser uma chuva forte. Se chover e tiver um pouco de água, já entra aqui. Essa semana já aconteceu algumas vezes e fica toda essa sujeira toda aqui. Sempre temos que limpar. Já perdi móveis e mercadorias. Eu sempre tento reclamar. A solução é fazer mais uma boca de lobo, pois essa não suporta a demanda de água. Eu estou aqui há sete anos e sempre é a mesma coisa”, conta Joana.

Fábio Izidoro reclamou que sua loja sempre é invadida pela chuva (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

O comerciante Fábio Izidoro também sofre com as chuvas. Ele chegou a mudar a loja de lugar, mas ainda é atingido pelas chuvas. Nesta tarde, ele conseguiu impedir que a água entrasse no estabelecimento, mas nem sempre tem essa sorte.

“Qualquer tipo de chuva causa esse problema. Fora isso, o mau cheiro é insuportável. Se chover um ou dois dias, você não pode abrir, porque estraga tudo aqui. Tem 20 anos que moramos na região e sempre foi assim. Hoje não invadiu aqui, pois fiquei ali tirando lixo, desobstruindo a boca de lobo e tentando evitar que a água entrasse”, afirma Izidoro.

Nem mesmo um grande ralo em frente ao depósito de gás impediu que a água invadisse o local (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

Funcionário de um comércio de gás e água mineral, João da Silva Pontoli contou que a chuva foi rápida e forte, mas rapidamente toda a água começou a invadir o local.

“A água vem com pressão muito forte da Duarte da Costa. Aqui fica parecendo uma lagoa. Colocamos um ralo gigante, mas a água batia na porta e invadia a loja. Jogamos para onde tem um ralo, para impedir que viesse aqui. A vizinha não teve a mesma sorte”, conta Pontoli.

Salão foi inundado por água da enxurrada na avenida Tomé de Souza (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

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Alcyr Netto

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