Marília

Com um voto, pedido de cassação contra Daniel é arquivado

Em uma representação com série de links de internet, várias citações a redes sociais e menções a supostas provas [que não são expostas], o vereador Agente Federal Junior Féfin (PSL) colocou a Câmara de Marília em saia justa na noite desta segunda-feira (21). O plenário rejeitou pedido de instauração de Comissão Processante, com cassação do mandato do prefeito Daniel Alonso (PSDB).

Apenas Eduardo Nascimento – que está em processo de desfiliação do PSDB – votou favoravelmente. O autor não vota, assim como o presidente em exercício da Câmara (apenas em caso de empate), Evandro Galete (PSDB).

Contra a instauração de Comissão Processante se posicionaram Elio Ajeka (Progressistas), Ivan Negão (PSB), Junior Moraes (PL), Luiz Eduardo Nardi (Podemos), Rogério Alexandre da Graça (Progressistas) e Vânia Ramos (Republicanos).

Danilo Bigeschi (PSB) ficou ausente do plenário no momento da votação. Professora Daniela (PL), Marcos Custódio (Podemos) e Marcos Rezende (PSD) não compareceram à sessão ordinária. Este último por motivos de saúde.

O texto do requerimento foi recebido como “ingênuo” por algumas e “irresponsável” por outras fontes ouvidas pelo Marília Notícia, pela falta de comprovação e menções a escândalos fabricados em redes sociais, além de invasão à vida privada de servidores.

O resultado já era previsível. A maioria dos parlamentares se posicionaram contra o pedido do agente federal. Este tipo de instrumento – sem fato determinado – é comumente usado por militantes ligados à oposição. Foi a primeira vez na história política recente de Marília que uma proposta assim foi apresentada por um vereador.

A representação apontou que o governo teria deixado de responder requerimentos enviados pela Câmara Municipal; não cumprimento de leis (citando, inclusive a que regula placas de propaganda na cidade); impedimento ao funcionamento regular da Câmara, com intimidação de vereadores.

Em relação às propagandas, o vereador reclama inclusive dos anúncios de “amarração do amor” que são afixados nos postes da cidade como causa para cassação do mandato do prefeito.

Como supostas provas de intimidação, o parlamentar indica a exoneração de cargos de confiança que são de livre nomeação do chefe do Executivo. Usa também, como exemplo, a esvaziada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que fez várias audiências e não produziu sequer o relatório final.

Ainda seria motivo de cassação, segundo o requerimento de Féfin, a existência de buracos em vias públicas e as divergências internas que envolvem a administração e o ex-secretário de Obras, Hélcio do Carmo.

Féfin cita também empresas da cidade, ex-secretários e diz que os mencionados estariam “dispostos a dar declarações” sobre supostos atos de corrupção no governo. Por fim, o agente federal relaciona série de links de vídeos dos colegas vereadores fazendo cobranças na tribuna da Câmara, exercício natural de um integrante da Casa.

Interlocutores do governo manifestaram tranquilidade. “É o desespero da oposição, expondo toda a Câmara ao ridículo”, disse uma fonte próxima a Daniel.

Após a votação, a assessoria do prefeito Daniel divulgou uma nota, sob o título “Justiça sendo feita”. Confira a íntegra:

Na noite dessa segunda-feira (21), de forma sábia, a Câmara de Marília afastou o pedido politiqueiro do vereador Junior Féfin que solicitava abertura de Comissão Processante contra o prefeito Daniel Alonso alegando ineficiência de gestão.

Ocorre que o nobre edil se esqueceu que, em dezembro do ano passado, o próprio Daniel Alonso foi eleito o melhor prefeito do Estado de São Paulo em gestão eficiente frente à Prefeitura de Marília.

O pedido de cassação do prefeito de Marilia é inócuo, fundado em sentimento de politicagem, subjetivismo irresponsável, falácias e denúncias vazias de WhatsApp e Facebook, ou seja, fake news.

Carlos Rodrigues

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