Marília

Com falta da vacina BCG, imunização é agendada em Marília

Vacina BCG, que antes era aplicada em todos os postos, agora é aplicada uma vez por semana na UBS Alto Cafezal (Foto: Divulgação)

Em falta em diversas regiões do país, a vacina BCG – que protege contra a tuberculose e deve ser tomada logo após o nascimento – tem sido aplicada apenas através de agendamento em Marília.

De acordo com a Secretaria da Saúde de Marília, há doses disponíveis nas maternidades do Hospital Materno Infantil (HMI) e Maternidade e Gota de Leite para os bebês que nascem nessas instituições. “Quando nascidas no HBU e Santa Casa, as crianças estão sendo vacinadas na UBS Alto Cafezal, por meio de agendamento”, informa a pasta por meio da assessoria de imprensa.

Na unidade básica, por outro lado, a vacina BCG tem sido aplicada apenas uma vez por semana, todas as quartas-feiras, para que não ocorra o desperdício de doses.

Por conta da falta da vacina no país, a saída de alguns municípios tem sido mesmo agendar ou racionar a aplicação do imunizante.

O problema com o desabastecimento teria começado em 2016, quando a única fábrica autorizada a produzir a vacina no Brasil, Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), no Rio de Janeiro/RJ, suspendeu a produção por conta de uma vistoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que constatou “práticas em desacordo com as normas”.

Desde então, as doses são importadas através do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em maio, os Estados passaram a receber metade da quantidade de imunizante que recebiam antes, por conta da dificuldade de compra e baixa disponibilidade nos estoques.

O ideal é que a BCG seja aplicada no primeiro mês de vida da criança.

OUTRO LADO

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que não há desabastecimento da vacina BCG no país. O quantitativo mensal do imunizante varia de acordo com a demanda dos Estados.

“A readequação do quantitativo ocorreu por conta da tramitação do processo de aquisição, que envolve compra, desembaraço alfandegário e autorização pela Anvisa para a entrada do produto no país, que posteriormente é enviado para análise do controle de qualidade do INCQS antes de ser distribuído para todo o país. A previsão é que a situação seja normalizada em setembro.”

Michele Correia

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