Polícia

Clínica de depilação a laser fecha e polícia recebe avalanche de denúncias em Marília

A Polícia Civil de Marília apura se houve estelionato no fechamento – sem o devido cumprimento de contratos – de uma clínica de depilação a laser que funcionava em um centro de compras, na zona oeste da cidade.

Desde o mês passado, clientes da empresa passaram a procurar a Central de Polícia Judiciária (CPJ), já que o modelo de negócio operava por meio de pacotes, em que as clientes assinavam compromissos de até 18 meses.

Uma das clientes, atendente de telemarketing de 24 anos, relatou que tinha uma sessão agendada para o final de março. Ao não receber a mensagem de lembrete habitual e não obter resposta por telefone, compareceu à clínica e a encontrou fechada.

Em outro caso, uma advogada de 24 anos relatou que havia firmado um contrato “vitalício” com empresa de depilação em julho de 2024. O valor era de R$ 2.040. Após realizar poucas sessões, teve um agendamento cancelado em fevereiro de 2025, por suposta falta de funcionário.

Tentativas posteriores de reagendamento e contato foram infrutíferos, foi quando ela descobriu que a loja física estava fechada, apesar de a empresa ainda constar como aberta em plataformas digitais.

Segundo informações levantadas pela reportagem do Marília Notícia, a rede atuava em várias cidades e teria fechado unidades sem contato prévio para acerto com as cientes fidelizadas.

DINHEIRO DE VOLTA

Reportagem apurou que, em Marília, empresa ainda teria deixado débitos com funcionários, locador do espaço e condomínio.

A maioria soube do encerramento quando procurou o serviço de agendamento. Mas além da interrupção, há relatos – em boletins de ocorrência – sobre sessões que eram suspensas em cima da hora, desde novembro do ano passado, sob a alegação de manutenção dos equipamentos.

As vítimas tem sido orientadas a procurar pelo Procon, além do registro na polícia. Medida administrativa deve buscar o ressarcimento dos valores pagos, além de solicitar a interrupção das cobranças pendentes.

O MN apurou que uma das mulheres lesadas – que é advogada – já pesquisou e forneceu à polícia os dados cadastrais do suposto responsável pelo negócio, que seria de São José do Rio Preto.

Também foi apurado que, em municípios como Bauru e Assis, a crise na rede e a avalanche de denúncias começou em janeiro deste ano.

Carlos Rodrigues

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