A Polícia Civil de Marília apura uma sequência de crimes no transporte coletivo registrada nesta quarta-feira (8). Os alvos preferenciais foram idosos. Pelo menos quatro pessoas foram vítimas do chamado “furto por destreza” em menos de 24 horas — modalidade em que os criminosos criam distrações para facilitar a ação.
O padrão indica que os autores aproveitam o horário de pico e a vulnerabilidade das vítimas para realizar um verdadeiro arrastão nas linhas urbanas, além de atuarem também dentro do Terminal.
Em um dos casos, por volta das 12h30, um homem de 83 anos teve a carteira subtraída enquanto estava na área de embarque. O prejuízo foi além do financeiro: no objeto estavam o RG de sua falecida mãe, seus próprios documentos e três cartões bancários.
Os criminosos agiram rapidamente e tentaram utilizar os cartões em farmácias, mas não tiveram sucesso, pois a vítima conseguiu bloqueá-los a tempo.
Em meio ao grande movimento, um idoso de 77 anos foi furtado na linha Padre Nóbrega. Por volta das 11h30, ele foi cercado por três pessoas, que usaram uma bolsa e esbarrões para distraí-lo. O prejuízo foi de R$ 240 e cartões.
Uma faxineira de 59 anos também foi vítima na linha Marajó, por volta das 16h. Segundo o relato, um homem corpulento fez perguntas insistentes para distraí-la enquanto abria o zíper de sua bolsa e levava seus documentos.
Falsa gentileza
Em uma linha da zona sul, no período da tarde, a vítima foi uma mulher de 64 anos. Ela teve um celular da marca Samsung furtado de dentro da bolsa. A mulher relatou que o ônibus estava em “horário de grande lotação” e que um desconhecido chegou a encostar nela enquanto estava em pé.
Nas proximidades de uma rede de supermercados e do shopping em construção, uma passageira sentada ofereceu o lugar. A vítima acredita que o furto ocorreu neste momento de movimentação ou enquanto estava distraída. Ela só percebeu a ausência do aparelho ao embarcar em um segundo ônibus no terminal.
Lotados ou muito cheios
Todos os alvos têm mais de 59 anos, sendo três deles idosos acima de 64. Os crimes ocorrem, segundo as vítimas, quando os ônibus estão lotados ou muito cheios, o que facilita o contato físico sem despertar suspeitas imediatas.
Aparentes gentilezas, como oferta de assentos ou perguntas banais sobre o itinerário, são usadas para desviar a atenção no momento em que a bolsa é aberta ou o bolso é furtado.
A Polícia Civil orienta que as vítimas registrem o boletim de ocorrência imediatamente, pois somente com o documento oficial é possível solicitar imagens das câmeras internas dos ônibus para identificação dos autores.
Outro lado
Em nota, a Associação Mariliense de Transporte Urbano (AMTU) lamentou os furtos registrados e afirmou que adota medidas de segurança, como monitoramento por câmeras nos ônibus, com imagens disponíveis à polícia e às vítimas mediante boletim de ocorrência.
A entidade destacou ainda o uso do cartão eletrônico Marília Card, que reduz a circulação de dinheiro em espécie, e o treinamento dos funcionários para agir em situações suspeitas, inclusive direcionando os veículos a delegacias.
Segundo a associação, a parceria com as forças de segurança já ajudou a coibir crimes e deve contribuir para identificar os autores dos furtos recentes.
A Prefeitura e a Empresa Municipal de Mobilidade Urbana (Emdurb) também foram procuradas. Mas não houve retorno até a publicação da matéria. Caso haja resposta, o texto será atualizado.
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