Marília ainda tem pelo menos duas mil pessoas que trabalham na saúde, que estariam sem nenhuma dose da vacina contra Covid-19. A última ação específica para este público foi realizada entre os dias 17 e 19 de maio, com três mil contemplados.
O saldo ainda decorre de suposto envio insuficiente de doses na primeira etapa da campanha. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo nega o déficit nos quantitativos enviados, mas não detalha os critérios que foram utilizados para calcular o número de imunizantes repassados na época.
Quem aguarda, em geral, são pessoas que trabalham em apoio à Saúde, autônomos, cuidadores ou empregados na iniciativa privada. Os profissionais vinculados ao Poder Público, hospitais e entidades de grande porte acabaram favorecidos pela organização interna.
No geral, o público-alvo é formado por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, cuidadores domiciliares, veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares.
Após várias tentativas de fazer o cadastro e de recusas, em unidades de saúde da rede, a assistente de uma clínica que procurou o Marília Notícia, mas preferiu não se identificar, acabou sendo vacinada somente nesta última segunda-feira (14), depois de registrar uma reclamação na Secretaria Municipal da Saúde.
“Eu tentei agendar no sistema, mas era muita gente acessando e não consegui nenhuma vez. Fui nos postos várias vezes, mas disseram que eu tinha que esperar. Meu registro está como secretária da clínica, mas o serviço é nas áreas de procedimento, onde circulam os pacientes”, disse ao MN.
O secretário municipal da Saúde, Cassio Luiz Pinto Júnior, disse ao MN que o déficit para profissionais de saúde foi de cinco mil doses. No mês passado, mais da metade, porém, recebeu a primeira etapa da imunização. Com a redução das faixas etárias na população sem comorbidade, o número tende a cair.
A suposta falha na cobertura da etapa inicial já foi, inclusive, apontada em um ofício encaminhado pelo município ao Ministério Público, para pedir intervenção do órgão e “reparação” do envio insuficiente à cidade. O promotor Isauro Pigozzi Filho, curador da Saúde Pública, informou que a ação complementar de maio – três mil doses – atendeu ao pedido do órgão.
O município também chegou a apontar – com reclamação formalizada – volume inferior ao descrito nos frascos das multidoses da Coronavac/Butantan, o que geraria diferença entre os números do Governo do Estado e da Prefeitura. A reclamação, porém, não resultou em reposição. Na época, o órgão negou a falha de envase.
OUTRO LADO
A Secretaria de Estado da Saúde informou que “o Plano Estadual de Imunização (PEI) contra a Covid-19 foi elaborado e é realizado de forma a garantir doses para completar o esquema vacinal dos públicos-alvo dos 645 municípios do Estado, incluindo Marília”.
Segundo a pasta, o município já recebeu, desde o início da campanha, um total de 144,9 mil imunizantes direcionados para cada etapa, com as devidas orientações para aplicação nos públicos vigentes.
O Estado alerta que foram lançados no sistema 124 mil doses, “evidenciando um ‘saldo’ de 20,8 mil vacinas ainda a serem aplicadas”.
“Cabe às Prefeituras a organização, distribuição à rede de saúde e aplicação das doses na população seguindo os critérios do PEI”, alega.
DUAS DOSES
O esquema vacinal completo de imunização contra a Covid-19 prevê duas doses tanto da vacina do Butantan (intervalo de 28 dias) quanto da Fiocruz e da Pfizer (12 semanas). Se o prazo for ultrapassado, é fundamental que o cidadão procure um posto assim que possível para orientações e para completar a imunização.
“Não é recomendado o uso de imunizantes diferentes, pois não há evidências científicas quanto à eficácia”, diz a nota.
CADASTRO
Os municípios, conforme o Estado, realizam o devido cadastro de todos os vacinados na plataforma VaciVida, “justamente para dar transparência à população e ajudar no monitoramento do ritmo de vacinação, bem como no planejamento para a distribuição das demais grades de vacinas.”
Os dados ficam disponíveis no https://vacinaja.sp.gov.br/vacinometro/.
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