Polícia

Cerca de 140 presos do semiaberto ficam sem visita

Aproximadamente 140 presos do regime semiaberto de Marília foram transferidos para o fechado e ficaram sem visita no final de semana, após funcionários da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) encontrarem 500 gramas de maconha na garagem da Prefeitura de Marília.

Os presos do semiaberto que trabalham por meio de convênio com a Prefeitura se concentram naquele local. Fontes do Marília Notícia que trabalham na unidade prisional dizem que a droga foi encontrada na sexta-feira (23).

“Durante um procedimento de revista padrão, realizado rotineiramente por agentes da Penitenciária de Marília na garagem da Prefeitura foram localizados um canivete, quatro reais em espécie e aproximadamente 500 gramas de substância com características semelhante a maconha, no interior do banheiro de uso comum de sentenciados”, afirma a SAP.

De acordo com a pasta, foi determinado o retorno dos presos até a unidade prisional. Quando eles foram questionados sobre a propriedade dos entorpecentes, ficaram em silêncio.

“A direção visando manter a ordem e a disciplina, e por questão de segurança, evitando que os possíveis envolvidos se evadissem do semiaberto, encaminhou os reeducandos ao regime fechado, durante a averiguação dos fatos e identificação do(s) envolvido(s)”, diz nota da SAP.

A pasta afirma também que foram tomadas todas as “providências administrativas cabíveis, como comunicação ao Juízo da Vara de Execuções e instauração de Procedimento Apuratório Disciplinar”.

O Marília Notícia apurou que o fato de os cerca de 140 presos envolvidos terem sido impedidos de receberem visita durante o final de semana e a transferência ao regime fechado geraram indignação entre eles e seus familiares.

“Ressalvamos ainda que a permanência do preso no regime semiaberto se caracteriza muito mais pelo senso de autodisciplina e auto responsabilidade, que propriamente por mecanismos de contenção contra evasão. Os presos do regime semiaberto têm permissão para usufruírem de cinco saídas temporárias por ano, onde se dirigem para a residência de seus familiares”, conclui a nota enviada ao MN.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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