Marília

Cemesc vira ponto de drogas e vizinhos cobram reativação

Prédio localizado na zona Sul está completamente abandonado (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Moradores do bairro Nova Marília 3, na zona Sul da cidade, pedem que a Prefeitura adote medidas urgentes para reativação do Centro Municipal Educacional Esportivo e Cultural (Cemesc) Francisco de Assis Nascimento.

O prédio foi construído com recursos da Educação, conforme apurou a reportagem do Marília Notícia.

Por esse motivo, de acordo com o secretário municipal de Esportes, Eduardo Nascimento, o prédio não pode ser utilizado por outras pastas.

O local está com o portão estourado, vidraças quebradas e todo marcado por pichações. Por ali são inúmeros os atos de vandalismo e sinais de deterioração por falta de manutenção.

Vidros quebrados e outros sinais de vandalismo por todos os lados (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

De acordo com o pedreiro Marcos, 40 anos, que mora nas proximidades do prédio desde os anos 1980, a quadra era utilizada frequentemente por alunos de escolas municipais para a prática de esportes.

“Hoje só quem entra aí é usuário de droga e outras pessoas que só querem bagunçar. Acaba virando um motivo de insegurança para a vizinhança”, diz o homem que só quis revelar seu primeiro nome.

Ali não existem vigias e em meados de 2017 um incêndio atingiu o prédio. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros cerca de uma hora depois de iniciado.

Ainda em 2015 um requerimento localizado pelo Marília Notícia no site da Câmara revela que já existia a situação de abandono e indignação dos moradores das proximidades.

Desde aquela época, pelo menos, focos de incêndio estariam sendo relatos. O motivo, na ocasião, seria o mato alto, foco de chamas provavelmente intencionais.

Portão estourado e falta de vigias tornaram espaço “perfeito” para usuários de entorpecentes (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Outro lado

A Prefeitura de Marília informou por meio de nota que o Cemesc “foi abandonado pela administração passada” e que a atual gestão está “tentando solucionar o problema”.

“Porém há a necessidade da contratação de uma empresa para avaliar a estrutura para verificar a possibilidade de reforma do mesmo”, diz a nota enviada ao Marília Notícia.

Apesar de reconhecer a necessidade de avaliação da estrutura, a administração municipal não deu prazo para que isso seja feito.

Pichação nas colunas e paredes estão por todos os lados (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Mais danos (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

 

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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