A história do caso Suzane Von Richthofen, que chocou a população no ano de 2002, será contada em dois filmes, que deverão ser exibidos em sessões alternadas. O formato inédito proposto pelos produtores do filme visa trazer até o público o ponto de vista dos dois personagens centrais da história: Suzanne Von Richthofen e Daniel Cravinhos.
“É um caso único no cinema mundial essa produção exatamente da mesma história porém com olhares diferentes. É uma oportunidade para o público analisar e chegar à sua própria conclusão sobre os fatos”, conta Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora.
A ideia dos produtores é conseguir apresentar ao público os bastidores anteriores ao crime, se valendo das declarações presentes nos autos do processo.
Relembrando o caso, Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos foram indiciados pelo homicídio de Manfred e Marísia von Richthofen em outubro de 2002. Suzanne e Daniel foram sentenciados a 39 anos e seis meses, enquanto Cristian recebeu sentença de 38 anos e seis meses. Atualmente, eles cumprem pena no presídio de Tremembé, em São Paulo.
“Temos discutido muito internamente o que é verdade. O que ela fala e o que ele fala. Se eles estão falando coisas diferentes, qual é a verdade?”, detalha Maurício Eça, diretor de ambos os filmes.
Dessa forma, dois longas distintos sobre a história devem chegar ao público: A Menina que Matou os Pais, com o ponto de vista de Suzane, e O Menino que Matou Meus Pais, com o ponto de vista de Daniel.
Para conseguir escrever a história, tanto Maurício Eça quanto Marcelo Braga, produtor do filme, convidaram Ilana Casoy, conhecida criminóloga e consultora de obras audiovisuais ligadas a esse tipo de temática, e Raphael Montes, escritor brasileiro de literatura policial e de suspense. Ambos atuaram como “parceiros constantes da produção”.
Outro ponto destacado pelos produtores do filme é o fato de que todo o orçamento dos dois projetos advém de verba investida pelos próprios produtores: a Santa Rita Filmes (produtora), a Galeria Distribuidora (coprodutora e distribuidora) e o Grupo Telefilm (coprodutor).
Ambos os longas deverão ser lançados simultaneamente nos cinemas, em sessões alternadas e duplas. A previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2020.
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