Marília

Campanha para ajudar idoso repercute nas redes sociais

Vaquinha virtual feita por voluntários; ajuda para a família enfrentar a crise nos próximos meses e manutenção do carrinho (Foto: Carol Aranão Doretto)

Uma campanha que surgiu por iniciativa de um grupo de amigos em Marília, em prol de um idoso de 65 anos que recolhe recicláveis para viver, já arrecadou mais de R$ 6,4 mil e chamou a atenção para o drama de quem depende da atividade para sobreviver.

Principalmente durante a pandemia, conseguir renda nas ruas ficou ainda mais difícil. O material está mais escasso e houve queda brusca nos preços pagos aos coletores.

A mariliense Carol Aranão Doretto, presidente do grupo Amigos de Luz, já conhecia a história do Sr. Nelson, que recolhe recicláveis há 17 anos na cidade, e ficou sensibilizada ao descobrir que ele estava passando dificuldades.

Foi aí que surgiu a ideia de fazer a “vaquinha virtual”, para uma poupança que possa ajudar o idoso e a família nos próximos meses. O dinheiro deve ajudar ainda a fazer a manutenção do carrinho que ele puxa, para tentar deixar mais leve e fácil de carregar.

Em pouco mais de três dias, a campanha já recebeu 122 doações e está a 64% da meta de R$ 10 mil. Para contribuir basta acessar o site da campanha, [clicando aqui].

Trabalho duro

Nelson conta que trabalha desde 2003 como coletor de recicláveis. Ele mora no Argollo Ferrão, na zona Oeste da cidade, com a mulher e dois filhos, de 15 e 18 anos.

O carrinho é a marca registrada. Há cerca de dois anos, uma campanha foi feita para ajudá-lo a trocar o carrinho pesado que puxava por um mais novo. Deu certo. Embora mais leve, agora o carrinho tem andado vazio, em função da pandemia.

Há um mês, segundo ele, o depósito em que entrega recicláveis não paga. “Só vou anotando. Eles falam que não estão comprando porque não tá tendo saída. Vai ficando lá e juntando, até a acabar a pandemia. O preço caiu muito”, afirma.

O quilo do alumínio, por exemplo, despencou de R$ 3,50 para R$ 2, segundo o coletor. O papelão também teve queda e alguns materiais os depósitos não estão nem recebendo.

“Tá bem complicado. Não sabemos o que vai acontecer. Para viver está difícil”, conta.

O idoso relata que, em função da idade, recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), mas metade do valor mensal está comprometido em empréstimo consignado. Por isso, resta cerca de R$ 500 por mês para viver, o que exige complemento com a coleta de recicláveis.

Pessoas interessadas em ajudar podem fazer contato pelo telefone (14) 9989-49578

Carlos Rodrigues

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