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Bruna Surfistinha é indiciada por maus-tratos a animais pela polícia de SP

Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo pelo crime de maus-tratos a animais. Em novembro de 2023, vizinhos denunciaram que ela havia abandonado quatro animais -um cachorro labrador e três gatos de raça não definida- no apartamento em que ela morava no centro de São Paulo.

O caso foi investigado pelo DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o inquérito policial foi concluído nesta terça-feira (25) com o indiciamento de Raquel. O Poder Judiciário agora vai decidir se aceita ou não a denúncia.

Caso condenada, ela pode ter de cumprir pena de 2 a 5 anos de prisão, além de pagamento de multa.

A Folha de S.Paulo procurou na manhã desta quarta (26) o advogado Luis Carlos Pillegi Costa, que representa Raquel, por ligações e rede social, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

De acordo com vizinhos do apartamento que Raquel alugava, ela teria abandonado os pets no local por pelo menos uma semana. A polícia resgatou os animais no dia 30 de novembro.

Na ocasião, o advogado de Raquel afirmou que a acusação era falsa e que ela ia ao apartamento quase todos os dias.

“Sei de um dia que ela não conseguiu ir, mas eles tinham ração e água. Os fatos foram completamente distorcidos para atender a interesses alheios. Ela foi vítima de uma arbitrariedade e sua residência foi invadida ilicitamente”, disse.

O advogado disse ainda que os vizinhos teriam feito a denúncia por desentendimentos com sua cliente.

“Foi um conluio para forçar a desocupação do imóvel e prejudicar uma pessoa pública. Ela trata o cachorro e os gatos com muito amor”, afirmou, na ocasião.

Em imagens e vídeos divulgados pela ativista dos direitos dos animais Luísa Mell, o apartamento aparecia bagunçado com urina e fezes dos animais pelo chão.

O síndico e a administradora do prédio registraram um boletim de ocorrência por maus-tratos de animais no 3º DP (Campos Elíseos).

Segundo informações do boletim de ocorrência, Raquel havia alugado o apartamento por seis meses, mas tinha deixado de pagar o aluguel e teria saído do imóvel após ter a luz cortada.

O advogado de Raquel confirma que ela havia parado de pagar o aluguel, o que, segundo ele, foi usado como “subterfúgio para tirá-la de forma indevida e ilícita” do apartamento. “Todos têm altos e baixos na vida”, disse, ainda na ocasião.

O boletim de ocorrência dizia também que os moradores do prédio reclamaram do abandono dos pets devido ao forte cheiro de urina e de fezes que exalava do apartamento, e que a gerência do condomínio usou uma chave reserva para entrar no imóvel e resgatar os animais. Ainda segundo o relato, não havia ração disponível no local.

***

POR FRANCISCO LIMA NETO

Folhapress

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