Qual é o limite entre o desejo de ter uma cerimônia de casamento mágica e um verdadeiro show de horrores? O bom senso de cada noiva. Uma “moda” ecologicamente criminosa está acontecendo nos casamentos do Brasil: soltar borboletas na igreja ao final da cerimônia.
A prática começou nos Estados Unidos e logo conquistou as noivas brasileiras. A ideia é que os animais representem a delicadeza e beleza da nova união e deem sorte aos noivos. Afinal, o que pode dar mais sorte do que uma revoada de animais torturados e abatidos?
Na hora da “revoada”, normalmente durante o beijo ou a saída do casal, a equipe do cerimonial precisa bater nas caixas ou sacudi-las para que os animais se mexam, já que boa parte delas está morta ou muito fraca. Assim que soltos, já estressados, alguns voam um pouco e caem no chão.
Para enviar os animais para todo o Brasil, os borboletários utilizam o método da diapausa, uma espécie de hibernação dos insetos. As borboletas são embaladas e congeladas. A técnica diminui o metabolismo dos animais, deixando-os “desacordados”.
A diapausa é um processo que ocorre na natureza quando há quedas bruscas na temperatura. O problema da diapausa induzida é que o choque térmico é muito forte, acarretando danos aos animais, pois o metabolismo pode demorar muito para voltar ao normal. Após acordar do desmaio, elas se assustam e voam desesperadas, mas morrem pouco tempo depois. Muitas acabam sendo pisoteadas pelos convidados da festa.
Fonte: M de Mulher
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