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Bombeiros salvam mulher mantida em cárcere e impedem agressões em apartamento

Uma rápida atuação do Corpo de Bombeiros evitou consequências mais graves para uma mulher vítima de violência doméstica em Marília. Mantida em cárcere privado pelo companheiro, ela conseguiu pedir ajuda ao alcançar a sacada do apartamento onde estava e gritar por socorro. O caso foi registrado na avenida Nelson Spielmann, na região central da cidade.

Segundo informações apuradas pela reportagem, a situação foi descoberta na tarde da última quinta-feira (11). Uma equipe do Corpo de Bombeiros que passava pela região foi alertada por moradores sobre os pedidos de ajuda vindos do imóvel.

Diante da situação, os militares seguiram até o edifício para verificar a ocorrência e constataram a gravidade do caso. Para garantir a segurança da vítima e conter o agressor, foi necessário arrombar a porta do apartamento.

Conforme relato prestado à polícia, o companheiro da moradora teria consumido drogas antes de apresentar comportamento agressivo. A vítima afirmou que foi impedida de deixar o imóvel, sofreu agressões físicas e recebeu ameaças de morte.

Em determinado momento, a mulher conseguiu se desvencilhar do agressor e correu até a sacada, onde passou a pedir ajuda. Os gritos chamaram a atenção de pessoas que estavam na rua, que acionaram o Corpo de Bombeiros.

Após o resgate da vítima, a Polícia Militar foi chamada para apoiar a ocorrência. O suspeito foi detido e encaminhado à Central de Polícia Judiciária, onde permaneceu preso em flagrante.

A mulher recebeu atendimento, e o caso foi registrado como violência doméstica. A intervenção dos bombeiros foi decisiva para interromper as agressões e possibilitar a prisão do suspeito.

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo Disque 180, serviço nacional de atendimento e orientação às vítimas.

Também é possível utilizar o Disque 100, canal destinado ao recebimento de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo casos envolvendo crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis.

Carlos Rodrigues

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