Política

Bolsonaro volta a defender queda da obrigatoriedade de máscaras

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender medidas que facilitam a transmissão do novo coronavírus entre as pessoas. Segundo o presidente, “negacionistas” são as pessoas que se opõem a desobrigar o uso de máscaras, uma vez que não acreditam na vacina.

No Brasil, pouco mais de 10% da população completou o calendário vacinal contra a covid-19. Segundo dados do consórcio de imprensa, que compila dados do novo coronavírus no País, foram 24,1 milhões de pessoas que receberam duas doses de vacinas, cerca de 11,4% do total.

“Igual a questão da vacina, eu estou dando o exemplo: depois que a última pessoa se vacinar, eu me vacino. Enquanto isso, continuo tranquilo na minha. Inclusive, encomendei estudo para o ministro da Saúde Queiroga para desobrigar usar máscara quem porventura tenha sido infectado ou vacinado”, afirmou. “Quem está contra é negacionista porque não acredita na vacina”, argumentou.

O termo, ao contrário do que usou Bolsonaro, é usado para se referir às pessoas que negam ou minimizam as sequelas e mortes causadas pelo novo coronavírus. A fala de apoio a medidas que podem facilitar a transmissão da covid-19 acontecem na semana em que o País se aproxima da marca de meio milhão de vítimas da doença. Até esta quinta-feira, 17, foram registradas 496 mil vítimas da doença, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Mais cedo, o presidente havia reforçado críticas à legislação do Estado de São Paulo, que obriga o uso de máscaras em locais públicos e no transporte, inclusive particular. Segundo argumentou Bolsonaro, o uso de máscara por motoristas poderia causar acidentes. “Tem algum médico aqui? O CO? (gás carbônico) não leva ao sono? Você que é veterinário”, disse apontando fora da câmera. “O cara está com a máscara no carro fechado respirando ali. Quer dizer, vai ter uma oxigenação menor. Não precisa ser médico para dizer isso: vai levar a acidentes”, defendeu.

No último sábado, 12, Bolsonaro foi multado em R$ 552,71 pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo por causar aglomerações e discursar sem máscara em cima de um carro de som. Além do presidente, outras nove autoridades e integrantes do governo também foram autuados: os ministros de Meio Ambiente, Ricardo Salles; de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes; de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, bem como os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Carla Zambelli (PSL-SP), Cezinha de Madureira (PSD-SP), Coronel Tadeu (PSL-SP) e Hélio Lopes (PSL-SP), além do deputado estadual Gil Diniz (sem partido).

Agência Estado

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