Bauru (distante 100 quilômetros de Marília) confirmou nesta segunda-feira (8) o primeiro caso da doença conhecida como varíola dos macacos.
O Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal da Saúde afirmou que o paciente é um homem de 36 anos. Ele não precisou de internação e já teria cumprido o período de isolamento.
O homem teve o início dos sintomas no dia 15 de julho. O exame foi colhido e encaminhado para o Instituto Adolfo Lutz, que retornou ontem o resultado positivo. O morador é imunossuprimido e não fez viagem para fora de Bauru recentemente. Ou seja, o caso foi classificado como autóctone, aquele transmitido dentro do próprio município.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença como emergência global no mês passado. A varíola dos macacos é uma doença causada pelo vírus monkeypox do gênero orthopoxvirus e família poxviridae. O nome deriva da espécie em que a doença foi inicialmente descrita em 1958.
Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa ou animal infectado ou com material corporal que contenha o vírus.
Apesar do nome, é importante destacar que os primatas não humanos não são reservatórios do vírus da varíola. Embora o reservatório seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores nas florestas tropicais da África, principalmente na África Ocidental e Central.
O monkeypox é comumente encontrado nessas regiões e pessoas com a doença são ocasionalmente identificadas fora delas, normalmente relacionadas a viagens para áreas onde a monkeypox é endêmica.
A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.
A erupção geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. Os casos recentemente detectados apresentaram uma preponderância de lesões na área genital. A erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. A diferença na aparência com a varicela ou com a sífilis é a evolução uniforme das lesões.
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