Os dados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que a economia da região de Marília cresceu de forma consistente entre 2019, período pré-pandemia, e 2023, mesmo diante dos impactos provocados pela crise sanitária da Covid-19.
A análise conjunta dos números revela um avanço distribuído entre municípios de diferentes portes, com fortalecimento de polos consolidados e aceleração expressiva de cidades médias e pequenas.
No conjunto, o desempenho regional reflete uma recuperação sólida no pós-pandemia, impulsionada principalmente pelos setores de serviços, indústria e agronegócio.
Embora o crescimento não tenha ocorrido de maneira homogênea, todas as cidades analisadas ampliaram sua produção econômica no período, evidenciando um cenário de resiliência e diversificação da base produtiva regional.
Polo central mantém liderança em volume
Marília segue como principal economia da região em valores absolutos, mantendo a liderança ao longo de toda a série histórica. Em 2019, o PIB do município era de aproximadamente R$ 8,39 bilhões e, ano após ano, apresentou crescimento contínuo, alcançando R$ 12,5 bilhões em 2023. A variação acumulada foi de cerca de 49%.
O resultado consolida a cidade como âncora econômica regional, sustentada sobretudo pelos setores de serviços, comércio, saúde e educação.
Apesar de não figurar entre os maiores crescimentos proporcionais, Marília concentra o maior volume de produção e exerce papel central na dinâmica econômica do entorno.
Cidades médias impulsionam o ritmo de crescimento
Entre os municípios que mais aceleraram a economia no período, Lins e Ourinhos se destacam. Lins registrou crescimento superior a 56%, com o PIB passando de R$ 5,48 bilhões em 2019 para R$ 8,61 bilhões em 2023. Mesmo com um leve recuo em relação ao pico de 2022, o município manteve patamar elevado, sustentado principalmente pela indústria e pelos serviços.
Ourinhos, terceira maior economia regional, ampliou seu PIB de cerca de R$ 3,3 bilhões em 2019 para R$ 4,9 bilhões em 2023, uma expansão aproximada de 48%. A retomada mais consistente ocorreu a partir de 2021, acompanhando o movimento de recuperação econômica no pós-pandemia.
Assis também apresentou crescimento contínuo, embora mais moderado. O PIB avançou de R$ 3,54 bilhões para R$ 4,68 bilhões no período, uma variação positiva de cerca de 32%, mantendo estabilidade mesmo nos anos mais críticos da crise sanitária.
Pequenos municípios lideram crescimento proporcional
O levantamento mostra que os maiores crescimentos percentuais da região ocorreram em municípios de menor porte, com destaque para Santa Cruz do Rio Pardo. A cidade apresentou o avanço mais expressivo, com o PIB praticamente dobrando: de R$ 2 bilhões em 2019 para R$ 4,31 bilhões em 2023, crescimento superior a 115%, impulsionado principalmente pelo agronegócio.
Paraguaçu Paulista também mais que dobrou sua economia no período, passando de R$ 1,55 bilhão para R$ 3,13 bilhões, variação próxima de 102%. Tupã saiu de R$ 1,93 bilhão em 2019 para cerca de R$ 3,13 bilhões em 2023, acumulando crescimento de aproximadamente 62%.
Cândido Mota e Pompeia completam o grupo de municípios com forte expansão. Cândido Mota registrou crescimento de cerca de 95%, com o PIB avançando de R$ 1,27 bilhão para R$ 2,48 bilhões. Pompeia seguiu trajetória semelhante, passando de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,5 bilhões, alta próxima de 92%.
Crescimento mais distribuído e base econômica diversificada
O panorama geral indica que, apesar das dificuldades impostas pela pandemia, a região de Marília apresentou crescimento econômico distribuído, com fortalecimento simultâneo de diferentes cadeias produtivas. Enquanto Marília mantém o protagonismo em volume econômico, cidades médias e pequenas ganharam relevância ao registrar ritmos mais acelerados de expansão.
O desempenho reforça a consolidação da região como um polo econômico diversificado no interior paulista, com avanço do setor de serviços, recuperação industrial e papel crescente do agronegócio na sustentação do crescimento regional.
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