Polícia

Avalanche de golpes na venda de piscinas inclui policial entre as vítimas

Um caso de estelionato envolvendo a venda e instalação de dezenas de piscinas em Marília ganhou novas denúncias na Polícia Civil. Entre as vítimas está um policial, que afirma ter sido lesado após assinar contrato. O total de denunciantes já chega a 30. E, segundo o novo responsável pela representação da marca na cidade, todos serão atendidos gradualmente e não terão prejuízo.

Conforme o novo registro, o policial relatou ter firmado contrato em agosto de 2025 para a compra de uma piscina de fibra com 10 metros de comprimento. Segundo o relato, o acordo previa o fornecimento e a instalação do equipamento. No entanto, até o momento, o produto não foi entregue.

A vítima informou ainda que, ao procurar a empresa na avenida da Saudade, em Marília, foi informada por um funcionário de que o representante responsável pelas vendas na cidade teria fechado cerca de 30 contratos semelhantes com clientes da região, sem cumprir a entrega das piscinas.

Ainda de acordo com o relato, o suspeito não estaria mais atendendo ligações e teria deixado a cidade. Além de ser procurado pelos clientes, ele também estaria sendo acionado pela fábrica, mas sua localização é desconhecida.

Os casos são apurados como suspeita de estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. A série de denúncias expõe os riscos do negócio, mas também tem recebido suporte de atendimento da fabricante.

Loja segue aberta e cria lista

Procurada pela reportagem, a fabricante informou que o antigo franqueado não faz mais parte do grupo devido às irregularidades relatadas.

Segundo a empresa, uma equipe foi mobilizada para atender os clientes afetados e organizar a regularização dos pedidos.

“O antigo franqueado não faz mais parte do grupo por esses motivos. A empresa está atendendo todos os consumidores envolvidos e já estamos colocando todos em uma lista de espera. Já instalamos seis piscinas”, informou um representante da fábrica ao Marília Notícia.

Ainda conforme a empresa, os clientes estão sendo orientados a apresentar contrato, boletim de ocorrência e comprovantes de pagamento. A documentação é encaminhada para análise da fabricante, que faz o levantamento dos casos e agenda a instalação das piscinas gradualmente.

A empresa também enviou à reportagem fotos e vídeos de instalações que, segundo informou, fazem parte do atendimento à fila gerada pelo antigo franqueado. A força-tarefa busca evitar prejuízos aos consumidores, enquanto a polícia apura as circunstâncias e a possível prática de estelionato pelo antigo gestor do negócio.

Carlos Rodrigues

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