Esportes

Assembleia do Rio recua sobre troca do nome do Maracanã

Vinte e oito dias após aprovar, em votação simbólica, o “novo batismo” do estádio do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa (Alerj) desistiu da proposta. Aprovada e enviada para sanção ao governador interino Cláudio Castro (PSC), a proposição determina a troca do nome oficial, de Jornalista Mário Filho para Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé.

Foi muito criticada por entidades e personalidades do esporte e da cidade. O presidente da Casa, André Ceciliano (PT), autor do projeto com outros seis parlamentares, anunciou o recuo nesta terça-feira. E disse que vai enviar a Castro proposta de veto ao projeto de lei aprovado por iniciativa sua.

Ceciliano propôs a troca com o objetivo de atrair turistas e homenagear Pelé, que marcou seu milésimo gol durante partida no Maracanã, em 1969. Segundo o projeto, o estádio passaria a se chamar Rei Pelé, e o complexo esportivo, que inclui também o ginásio do Maracanãzinho, o Parque Aquático Júlio Delamare e o estádio de atletismo Célio de Barros, teria o nome de Mário Filho, originalmente atribuído ao estádio principal.

Os deputados Bebeto (Pode), Carlos Minc (PSB), Marcio Pacheco (PSC), Eurico Junior (PV), Coronel Salema (PSD) e Alexandre Knoploch (PSL) assinaram como coautores. Em 9 de março o projeto foi aprovado. Apenas a bancada do PSOL votou contra.

O projeto, então, foi encaminhado ao governador, que poderia sancioná-lo ou vetá-lo. Nesse caso, o texto voltaria à Alerj, que tem poder de derrubar o veto. Começou então uma intensa campanha contra a mudança. Argumentou-se que a troca apagaria da história o nome de Mário Filho, jornalista esportivo pioneiro e escritor que entre 1944 e 1948 liderou uma campanha para que o estádio fosse construído na Tijuca, à margem do rio Maracanã, com capacidade para 100 mil pessoas. O espaço era ocupado pelo Derby Club, destinado a corridas de cavalo.

MÁRIO FILHO X CARLOS LACERDA – Na época, o futuro governador da Guanabara Carlos Lacerda queria que o estádio fosse construído em Jacarepaguá, na zona oeste. Defendia ainda que tivesse capacidade menor (60 mil lugares) em razão dos custos. A proposição defendida por Mário Filho prevaleceu, o estádio começou a ser construído em 10 de agosto de 1948 e foi inaugurado a tempo de sediar partidas da Copa do Mundo de 1950, inclusive a final, em que o Brasil foi derrotado pelo Uruguai.

Em 1966 Mário Filho morreu. A Assembleia Legislativa do então Estado da Guanabara decidiu que seu nome passaria a ser atribuído ao estádio.

Diante da reação contrária, o governador já cogitava vetar o texto. Agora, com a proposta de veto apresentada pelo deputado que foi seu autor e defensor, a mudança será oficialmente descartada.

Agência Estado

Recent Posts

Acusado de matar credor revela sequência que terminou em morte

Rafael foi morto em Marília e teve seu corpo incendiado em Pompeia (Foto: Redes sociais)…

6 horas ago

PF faz operação contra a Rioprevidência por aplicações no Banco Master

A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel,…

6 horas ago

Agências do INSS abrem para atendimento extra neste sábado e domingo

As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país abrirão para…

6 horas ago

Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso

A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes…

6 horas ago

Trecho da rua 15 de Novembro no Centro é interditado para obras

A Prefeitura de Marília informa que a rua 15 de Novembro está interditada ao tráfego…

6 horas ago

Avenida Yusaburo Sasazaki passa por manutenção para melhorar tráfego em Marília

Máquina da Prefeitura trabalhando na Yusaburo Sasazaki, na zona norte de Marília (Foto: Divulgação) A…

6 horas ago

This website uses cookies.