Marília

Pets ‘incomuns’ são sensação e tomam os lares marilienses

Mabel fez sucesso ao passear por shopping em Marília (Foto: Divulgação)

O mercado pet tem crescido em ritmo acelerado nos últimos anos em todo o país, na mesma proporção vem o aumento de animais de estimação nos lares dos brasileiros. Os preferidos são os tradicionais cães e gatos, mas outros, mais diferentes também têm caído no gosto e no coração dos moradores de Marília. Os novos pets têm ocupado cada vez mais espaço nas casas marilienses.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Ração (Abinpet), o Brasil tem a segunda maior população de cães, gatos e aves canoras e ornamentais em todo o mundo e é o terceiro maior país em população total de animais de estimação. São 54,2 milhões de cães, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes, 39,8 milhões de aves e mais 2,3 milhões de outros animais. O total é de 139,3 milhões de pets, o que demonstra a força potencial do setor na economia brasileira.

A jornalista Jaqueline Brandão tem dois ratos de estimação, chamados “Bob” e “Marley”. Eles fazem parte da rotina diária há dois anos. Ela conta que o primeiro contato que teve com os animais foi quando uma amiga precisou viajar e pediu para que cuidasse dos animais de estimação dela durante sua ausência. Fato que fez com se apaixonasse pelos pequenos.

“Decidi comprar essa duplinha para criar. Eles são extremamente carinhosos e inteligentes. Gostam de interagir com humanos e são treináveis. Os ratos são animais de colônia, então, o ideal é sempre criar em dupla ou mais, do mesmo sexo. É necessário um alojamento grande, com enriquecimento natural para eles. Aqui em casa tenho uma gaiola de um metro, mas o ideal é fazer uma soltura todos os dias”, afirma a jornalista.

Ratos ‘Bob’ e ‘Marley’ são os animais de estimação da Jaqueline Brandão (Foto: Divulgação)

A técnica de enfermagem Priscila Pereira é tutora de três ovelhinhas. Ela conta que sempre teve vontade de ter uma, por elas se parecerem um verdadeiro pompom gigante.

O sonho se tornou realidade há pouco tempo, quando descobriu a “Mabel” em Ocauçu. A ovelha da raça Texel estava com dois meses de idade e órfã, pois um cachorro havia atacado a mãe. Priscila não resistiu e decidiu comprá-la.

“Foi amor à primeira vista. Hoje ela está com três meses e cresceu muito. Está enorme e linda, fazendo sucesso por onde passa. Depois dela soube da Kiara, que tinha apenas três dias de vida e tinha sido rejeitada pela mãe, por ter nascido gêmea. Achei que ela não ia aguentar, porque era um ‘cisquinho’ e mal parava em pé. Com apenas uma semana de muito amor e cuidados, já estava forte, dando saltinhos lindos. A Kiara é da raça Dorper mama em torno de dois litros de leite por dia”, conta Priscila.

Não contente com duas ovelhinhas, Priscila decidiu comprar uma terceira. Ela disse que foi chamada de doida, mas apoiada pela família. Conheceu o “Noah”, que já tinha um mês e tinha perdido a mãe, vítima de uma forte gripe. O mais novo animal de estimação já tinha cerca de um mês, mas mal parava em pé, deprimido pela ausência da genitora.

“Também achei que ele não ia resistir, mas com amor e dedicação, tudo se renova. Hoje ele tem quase dois meses, já corre e pula. Sem dúvida é o mais carinhoso. Ama ficar no colo, na cama e até mesmo na rede. É um príncipe, que está lindo e forte. Eles não são apenas animais, são da família, passeiam de carro, vão ao shopping, em feiras e praças. Levamos para pastar duas vezes ao dia, fora ração, milho, legumes e frutas que eles amam”, explica a técnica de enfermagem.

Não importa o animal de estimação escolhido. Seja cão, gato, peixe, pássaro, ovelha ou rato, o importante é que o pet combine com a família e que o tutor possa transmitir muito amor e carinho, para que ele tenha uma vida saudável e feliz.

Ovelhas criadas pela técnica em enfermagem Priscila Pereira (Foto: Divulgação)

Alcyr Netto

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