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Alckmin suspende reorganização de escolas

Escola ocupada na zona sul de Marília

A gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), suspendeu o fechamento e a reorganização de escolas estaduais em 2016. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (19) pelo secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, em audiência de conciliação entre governo, professores e estudantes.

De acordo com o secretário, a suspensão vai ocorrer 48 horas após a desocupação das escolas. O governo estadual não informou, porém, quando deve retomar as mudanças.

Segundo o documento lido por Voorwald, caso haja acordo, a reorganização será suspensa até que escolas a discutam internamente e depois apresentem uma nova proposta ao governo. Tudo isso deverá ser feito antes do fim do ano.Na terça (17), Voorwald afirmou que, por obrigação, o governo teria de pedir a reintegração de posse de todas as escolas invadidas.

Inicialmente, a Secretaria da Educação previa fechar 94 escolas e transferir 311 mil alunos ano que vem. O plano sofreu derrota na Justiça na segunda-feira (16). Uma decisão em caráter liminar (provisório) suspendeu o fechamento da escola Braz Cubas, em Santos, a pedido da Defensoria Pública e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Na semana passada, o governo já havia recuado da decisão de fechar outro colégio, na zona rural de Piracicaba, após mães procurarem a Promotoria. Desde que a ideia foi anunciada, em setembro, tem havido protestos praticamente diários. Escolas foram invadidas por alunos, pais e integrantes de movimentos sociais.

MARÍLIA

Em Marília, cerca de 200 estudantes ocuparam a Escola Estadual Professora Sylvia Ribeiro de Carvalho, localizada no bairro Nova Marília, zona sul da cidade, durante a manhã desta quinta-feira (19).

Os alunos protestam justamente contra a reorganização escolar que seria implantada pela Secretaria de Educação.

A Polícia Militar foi acionada e houve uma confusão entre militares e alguns estudantes. Algumas pessoas alegaram que foram agredidas pela polícia.

Gás de pimenta foi utilizado para tentar dispersar alguns estudantes. Alunos da Unesp de Marília também acompanharam o movimento, mas foram impedidos de ficar na escola. Veja o vídeo da confusão aqui.

Com informações da Folha de S.Paulo

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