O Governo do Estado de São Paulo autorizou a reavaliação dos estudos técnicos e de viabilidade para uma ampliação mais ampla do Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich, em Marília, após pedido apresentado pela deputada estadual Dani Alonso (PL) e pelo deputado federal Capitão Augusto (PL).
A decisão abre caminho para que o terminal receba investimentos superiores aos previstos atualmente pela concessionária Rede Voa, responsável pela administração do aeródromo. Segundo os parlamentares, a proposta em análise até então previa uma estrutura considerada insuficiente para atender às necessidades atuais e futuras da cidade e da região.
Em ofício encaminhado ao Governo do Estado, Dani Alonso e Capitão Augusto criticaram o projeto, afirmando que ele resultaria em um terminal de pequenas dimensões, pátio limitado para aeronaves e apenas nove vagas de estacionamento destinadas aos passageiros.
Proposta defasada
Os deputados também apontaram que os prazos inicialmente estabelecidos para a execução das obras terminaram em março deste ano e argumentaram que, mesmo se concluída dentro do cronograma, a intervenção entregaria uma infraestrutura já defasada diante das perspectivas de crescimento econômico e da demanda regional.
A reivindicação dos parlamentares teve como base um projeto elaborado por órgãos governamentais nos anos 2000 e posteriormente arquivado. A proposta previa um terminal de passageiros cerca de três vezes maior do que o atualmente projetado, além de um pátio para aeronaves com dimensão quase seis vezes superior e estacionamento com 366 vagas para veículos.
Os argumentos apresentados levaram a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) a determinar a realização de novos estudos. De acordo com o secretário de Parcerias em Investimentos do Estado, Rafael Benini, um dos pontos considerados mais relevantes diz respeito à capacidade operacional do aeroporto e aos tipos de aeronaves que poderiam utilizar o terminal.
Boeing em Marília
Conforme manifestação do secretário, a ampliação da classe de aeronaves suportada pelo aeroporto permitiria a operação de modelos como o Boeing 737, enquanto o projeto atual contempla apenas aeronaves turboélice ATR.
Os jatos da família Boeing possuem capacidade significativamente maior de passageiros, o que ampliaria o fluxo de usuários e a conectividade de Marília com centros de distribuição de voos no Estado e no país.
Ainda segundo Benini, a possibilidade de receber aeronaves a jato também poderia facilitar a operação de algumas das principais companhias aéreas brasileiras, cujas frotas são compostas predominantemente por esse tipo de equipamento, ampliando as opções de rotas e conexões para a cidade.
Para Dani Alonso e Capitão Augusto, a autorização dos novos estudos representa um avanço na busca por uma infraestrutura aeroportuária capaz de acompanhar o desenvolvimento regional nas próximas décadas. Os parlamentares defendem que a cidade necessita de um projeto com visão de longo prazo, voltado à expansão econômica, atração de empresas, geração de empregos e fortalecimento da logística regional.
Em nota, os deputados afirmaram que continuarão acompanhando o processo para garantir que os investimentos previstos sejam compatíveis com o potencial de crescimento de Marília e da região.
Confira fotos das instalações do aeroporto de Marília:
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