João Paulo se apresentou na CPJ de Lins e será encaminhado para cadeia (Foto: Marília Notícia)
O administrador de fazenda João Paulo de Castro, de 37 anos, se apresentou à Polícia Civil no início da noite desta sexta-feira (12). Acompanhado de uma advogada, ele procurou a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins, distante 72 quilômetros de Marília.
João Paulo matou a tiros a jovem Camila Eduarda Santos de Souza, de 19 anos, com quem teve uma união estável. O crime aconteceu na noite da última quarta-feira (10) em Paulópolis, distrito de Pompeia. A mulher teria sido morta na frente dos filhos.
A advogada Ellen Cristina Pelarigo, que acompanhou a formalização do ato, explicou que a apresentação poderia ser feita em qualquer unidade da Polícia Civil. “Lins foi o lugar mais perto do local onde ele estava”, explicou.
A defesa não revelou o local onde João Paulo permaneceu depois do crime e nem o que ele teria feito com a arma que usou no homicídio.
Camila tinha dois filhos e foi morta na casa dos pais em Paulópolis (Foto: Arquivo Pessoal)
“Não foi apresentada arma. Apenas foi dado o cumprimento no mandado de prisão. Esse foi o primeiro ato, agora vamos nos inteirar do que de fato aconteceu”, disse Ellen ao Marília Notícia.
João Paulo deve passar por exame de corpo de delito, ato comum a pessoas presas, e será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) em Álvaro de Carvalho. Ele ainda não prestou depoimento sobre o crime.
“É um caso complexo. Existem muitas informações para serem confirmadas, apuradas, então nesse momento realmente foi apenas o ato de cumprimento do mandado”, disse a advogada, sem especificar se o homem fez confissão de culpa.
O crime
Camila foi morta, segundo a sua família, porque não queria reatar o relacionamento de um ano e quatro meses. O ex-marido também não aceitava que ela reconstruísse a vida com outra pessoa.
“Só Deus sabe o que ela passou naquela fazenda”, afirmou o pai. Após relatos de agressões físicas e psicológicas, os pais decidiram apoiar a jovem na decisão de romper a união estável.
Casal morou junto por um ano e quatro meses (Foto: Redes Sociais)
Valderei Alves de Souza contou que a filha morava em uma fazenda na zona rural de Oriente. “Só recentemente ela contou o que acontecia, que ele obrigava ela a dormir no chão, batia e tinha ciúmes o tempo todo. Perto da gente ele aparentava ser boa pessoa. Mas lá na fazenda tinha briga. Ele não aceitava o filho dela, de outro relacionamento, mesmo depois de ter assumido e registrado o menino”, contou o vigia.
Ainda conforme o pai, João Paulo tomou de Camila um celular. No aparelho ele encontrou uma foto na qual a jovem se relacionava com um ex-namorado. O pai afirma que a foto é recente, depois da separação, mas João dizia que foi traído.
“Ele não aceitou. Não queria que ela tivesse outra pessoa. Eles já estavam separados, mas ele não quis nem saber e fazia acusações. Pode ter sido por isso que ele ficou mais agressivo, mas a gente não esperava que pudesse chegar nesse ponto”, relata Valderei.
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