Interdição dos blocos teve início na semana passada (Foto: Gustavo César/Marília Notícia)
A Vara da Fazenda Pública de Marília informou estar próxima de proferir sentença na Ação Civil Pública que discute a situação do Conjunto Habitacional Paulo Lúcio Nogueira, na zona sul da cidade.
O processo, movido pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP( contra a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), o município de Marília e outros réus, tramita desde maio de 2018 sem decisão de mérito em primeira instância.
Em decisão assinada em 30 de janeiro de 2026, o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz destacou que o processo “já está maduro para julgamento”, ressaltando o longo período de tramitação e a necessidade de observância ao princípio constitucional da razoável duração do processo.
Antes do encaminhamento definitivo para sentença, o magistrado determinou algumas providências. Entre elas, deu ciência ao Ministério Público para eventual manifestação no prazo de cinco dias, autorizou a correção cadastral solicitada pela CDHU e exigiu que os réus esclareçam se houve composição efetiva com antigos ocupantes ou proprietários do conjunto habitacional, também no prazo de cinco dias.
Segundo a decisão, ao longo dos anos foram produzidas diversas provas periciais, juntados documentos e realizadas tentativas de conciliação, inclusive em audiências.
O juiz observou ainda que tanto a Prefeitura de Marília quanto a CDHU adotaram medidas extrajudiciais para tentar solucionar o impasse, como a disponibilização de atendimento direto às famílias envolvidas por meio do serviço Ganha Tempo.
O magistrado foi enfático ao afirmar que, caso não haja comprovação de acordo concreto entre as partes dentro do prazo estabelecido, os autos deverão ser imediatamente encaminhados para conclusão e prolação de sentença, “com a brevidade possível”.
A decisão reforça a expectativa de um desfecho judicial para um caso que se arrasta há quase oito anos e envolve interesses públicos relevantes relacionados à política habitacional em Marília.
O conjunto habitacional começou a ser interditado em maio de 2024. Após o esvaziamento, os apartamentos foram alvo de vandalismo, com furtos de portas, janelas e instalações elétricas.
Os moradores dos prédios da CDHU passaram a receber auxílio-moradia após a retirada do local.
https://www.youtube.com/embed/kNrrKtR9MBA
Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.
Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…
A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…
Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…
This website uses cookies.