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Ação especial contra o Aedes mobiliza equipes da Saúde e universitários da Unimar

Secretaria da Saúde concentra esforços nos bairros com maior risco de transmissão de dengue (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, realiza neste sábado (1º) a 4ª ação especial de combate ao mosquito Aedes aegypti nos bairros Jardim Renata e Núcleo JK, na zona norte. A atividade acontece até as 12h30 e contará com o apoio de 60 alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Marília (Unimar).

Coordenada pela Divisão de Zoonoses, a mobilização envolve agentes de controle de endemias (ACEs) e agentes comunitários de saúde (ACSs). Em caso de chuva ou condições climáticas desfavoráveis, a ação será remarcada para data a ser definida.

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio, a realização das atividades aos sábados busca ampliar o acesso dos agentes às residências. “Um dos principais desafios enfrentados pelas nossas equipes tem sido as casas fechadas — imóveis em que os agentes não conseguem entrar durante a semana ou cujos moradores não permitem a vistoria. O objetivo destas ações aos sábados é ampliar o acesso e garantir que os agentes de saúde possam eliminar possíveis criadouros do mosquito”, afirmou.

Atividade ocorre nos bairros Jardim Renata e Núcleo JK (Foto: Divulgação)

Segundo a coordenadora de Vigilâncias da pasta, Thais Leatti, o trabalho é orientado por georreferenciamento, que identifica áreas com maior incidência de casos suspeitos ou confirmados de arboviroses. “Estamos com casos positivos de dengue nestes bairros e com alto risco de transmissibilidade para novos casos. Por isso, estamos adotando estas medidas de controle e estendendo as ações no sábado”, explicou.

Nas três primeiras edições das ações especiais, os agentes de saúde realizaram 3.770 visitas, com 1.639 imóveis vistoriados, 2.131 domicílios fechados e 68 recusas de entrada. Paloma Libanio reforçou o apelo à colaboração da população: “Mais de 50% dos imóveis estão ficando inacessíveis para os nossos agentes de saúde, o que dificulta bastante a eficácia das ações. Por isso, pedimos que a população nos ajude: abra as suas casas para a vistoria e elimine a água parada”.

Ramon Barbosa Franco

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