A liberação de emendas, a renegociação de dívidas para produtores rurais e a retirada de pontos polêmicos do texto garantiram o apoio da maioria dos deputados nordestinos à reforma da Previdência, contrariando expectativas de que a bancada votasse majoritariamente contra as mudanças.
A região foi a que menos entregou votos favoráveis na comparação com os demais, mas 63% dos 151 deputados disseram sim ao texto-base aprovado na noite de quarta-feira.
Numa região com muitos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os deputados sofreram intensa pressão para votarem contra a reforma. Mas o governo conseguiu, com uma série de medidas, reverter grande parte dos votos.
Nos últimos dias, houve liberação de emendas para saúde e também para obras nos municípios, o que ajuda os deputados a agradarem suas bases de apoio em um ano pré-eleitoral. Muitos deputados disputam as eleições municipais.
Houve também decreto do governo permitindo a renegociação de dívidas de produtores rurais do Nordeste e também do Norte, ao custo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.
Governadores também atuaram para garantir votos a favor da reforma. O Estado apurou que o cearense Camilo Santana (PT) segurou o secretário de Planejamento Mauro Filho (PDT), que, a pedido do vice-presidente do seu partido, Ciro Gomes, ia se licenciar para votar contra a reforma. Com a manobra, ele tomaria o lugar do deputado Aníbal Gomes (DEM), que, mantido no mandato, votou a favor. A bancada cearense dividiu seus votos igualitariamente, 11 para cada lado.
O governo, contudo, não enxergou o apoio dos governadores para mudar os votos. Para a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), a entrega dos votos de deputados nordestinos é resultado do trabalho do governo federal, e não do apoio dos governadores. “Nós trabalhamos bem. Os governadores não ajudaram em nada. Vamos ver se no Senado eles ajudam com a inclusão de Estados e municípios”, criticou a líder.
A maioria dos votos nordestino a favor da reforma veio do Piauí, outro Estado comandado por um petista, Wellington Dias. Dos dez deputados, oito deram apoio ao texto. Dias, que enfrenta grave crise fiscal e poderia ser beneficiado pela reforma se os Estados e municípios tivessem sido mantidos no texto, porém, não conseguiu o voto da sua mulher, a petista Rejane Dias. Segundo a deputada, a decisão foi dela. “Vamos ver como o eleitorado vai reagir.”
Oficialmente, a justificativa dos deputados que votaram a favor é que a retirada de pontos polêmicos, como as mudanças na aposentadoria rural e também no benefício assistencial pago a idoso e pessoas de baixa renda (BPC), mudou o posicionamento deles. “Eu não votaria sem essas alterações”, disse o líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Há quem reconheça que a mudança no voto foi pela conscientização da necessidade da reforma para melhorar a economia. “Os parlamentares começaram a perceber o clamor das pessoas. O grande drama do Nordeste é o desemprego. Está muito nítido que o crescimento da economia depende da reforma”, afirmou João Roma (PRB-BA).
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