Marília

Votação de CP é adiada e Féfin ‘ganha’ prazo de 60 dias

Vereadores em plenário desta segunda-feira (Foto: Assessoria de Imprensa/Câmara de Marília)

A Câmara de Marília, em sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (12), decidiu adiar, por pelo menos 60 dias, a votação do pedido de instauração de Comissão Processante (CP) contra o vereador Agente Federal Junior Féfin (PSL). Parlamentar é alvo de uma representação assinada por 32 servidores do Pronto Atendimento da Zona Sul (PA Sul), por injuria e intimidação em tentativa de invasão à unidade.

Durante a sessão, o suplente Luciano Fontana (PSL) chegou a ser empossado para votação do pedido, já que o vereador denunciado não poderia se posicionar. Contudo, não chegou apreciar o pedido. O presidente da Câmara, Marcos Rezende (PSD), votaria apenas em caso de empate.

O pedido de vistas apresentado feito pelo vereador Junior Moraes (PL), sob argumento de que existe um boletim de ocorrência em apuração na Polícia Civil, uma denúncia na Ouvidoria da Prefeitura de Marília e ainda uma representação na Superintendência da Polícia Federal, feita pela Secretaria Municipal da Saúde.

O adiamento foi aprovado por onze votos contra um. Votou contra a abertura de prazo – pedido de vistas – apenas o vereador Eduardo Nascimento (PSDB), que é considerado o parlamentar mais próximo de Féfin na Casa.

Nascimento questionou a legalidade da abertura de prazo e pediu que seu voto contrário constasse em ata, deixando claro sua posição favorável à votação da abertura de CP já nesta sessão.

DENÚNCIA

Segundo a versão dos funcionários, no dia 1º de abril, o vereador chegou ao local acompanhado de um assessor, com celulares em mãos, questionando sobre supostos medicamentos vencidos no Pronto Atendimento e fazendo perguntas de forma ríspida.

Diante da negativa dos servidores, Féfin teria se exaltado, insistindo nos mesmos questionamentos e afirmando que o PA Sul “estaria uma bagunça” e “matando dez pessoas por dia”. Ele ainda mandou gravar o rosto da gerente do PA Sul, a enfermeira Maria Ângela Rodrigues de Almeida Souza, sem autorização dela.

A servidora alegou que fora empurrada pelo vereador, ao posicionar a mão na frente do celular do assessor, visando impedir o constrangimento. Ainda conforme a denúncia, Féfin teria tentado entrar na ala de internação de pacientes com Covid, sendo impedido por um segurança.

Com o pedido de vistas, a matéria deve voltar à pauta após decorrido o prazo. A representação já estava na Casa desde a terça-feira (6)

Carlos Rodrigues

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