Marília e região

Voo de Toffoli com jato de Vorcaro teve escala em Marília

Aeronave, que teria sido usada por Dias Toffoli em julho, foi fotografada também no dia 21 de março em Marília (Foto: Theodoro Miorali)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, passou por Marília em julho de 2025 a bordo de uma aeronave vinculada a uma empresa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações constam em reportagem da Folha de S.Paulo, com base em documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Segundo os registros, Toffoli embarcou em Brasília no dia 4 de julho de 2025 em um avião da Prime Aviation, empresa que tinha Vorcaro como sócio até setembro daquele ano. A aeronave seguiu para Marília, cidade natal do ministro, antes de ele viajar ao resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), destino que costuma frequentar.

A viagem ocorreu meses antes da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. O caso passou a tramitar no STF em dezembro de 2025, inicialmente sob relatoria do próprio Toffoli, que tomou decisões que geraram divergências com a Polícia Federal, incluindo tentativas de restringir o acesso de peritos a provas da apuração.

Ministro mariliense em sessão do Supremo Tribunal Federal (Foto: Sérgio Lima/Poder360)

Reportagens recentes também apontaram vínculos entre empresas da família do ministro e estruturas financeiras ligadas ao banco, além de relações com pessoas próximas ao empresário. Toffoli e Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro de Vorcaro, chegaram a ter participação societária no resort Tayayá por meio de fundos de investimento.

A repercussão levou o ministro a declarar suspeição por “foro íntimo” em 12 de março de 2026, deixando a relatoria da investigação, que passou ao ministro André Mendonça. A decisão ocorreu após pressões internas e externas no Supremo.

O avanço das apurações e a ligação do ministro com Marília mobilizaram veículos de imprensa nacionais, que enviaram equipes à cidade para investigar relações familiares e empresariais. Entre os pontos analisados estiveram a atuação de parentes de Toffoli, como um engenheiro e um padre, irmãos do ministro, com participação na empresa Maridt Participações.

Além do voo com aeronave ligada a Vorcaro, a Folha identificou outros deslocamentos do ministro em 2025 em jatos executivos de empresários, com base no cruzamento de dados de acesso a terminais aeroportuários e registros de decolagem. Em parte dessas ocasiões, não havia voos comerciais em horários próximos, o que reforça o uso de aeronaves privadas.

Procurado pelo Marília Notícia, Dias Toffoli não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.

Rodrigo Viudes

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