Conversa entre amigos no bar ou no restaurante em ano eleitoral sempre tem um papo sobre política. Neste ano, do jeito que está andando a coisa, nem precisava ser ano eleitoral. Política sempre está presente.
Passei boas horas neste fim de semana fazendo exatamente isso, comendo feijoada, bebendo e discutindo política.
Pra mim, o papo político tem duas fontes, pelo menos, nas quais sempre passo pra “molhar o bico”. Uma é a questão da desigualdade social e da corrupção, do desvio de dinheiro público, do uso privado da coisa pública.
A outra é a questão do progresso e do desenvolvimento, do crescimento profissional das pessoas, do acúmulo de riquezas e da pujança econômica.
De certo modo, estamos sempre discutindo política de um ponto de vista a partir das questões sociais, do socialismo, ou a partir das questões do capital, ou capitalismo.
O problema é que cada ponto de partida se recusa a dialogar com o outro lado a partir do ponto de partida dele, do outro. Resultado: não percebemos que a defesa das questões sociais não excluem a defesa do capital e vice versa.
Um comediante americano resumiu de maneira memorável o lugar e o papel do socialismo e do capitalismo na condução política de nossas vidas.
Em seu programa na HBO, Bill Maher disse que as pessoas mais idosas ainda acreditam que o socialismo é o principal inimigo do capitalismo. Os mais jovens, ao contrário, acreditam que o socialismo é o substituto do capitalismo. Ambos estão ‘fucking wrong’, pra usar o linguajar de Maher.
Um ponto de vista não excludente, primeiro inverte a preocupação principal dos dias de hoje. Devemos inverter o temor de 50 anos atrás, de que não podemos deixar o socialismo se espalhar. Nos dias atuais, é o capitalismo que precisa de controle, pois está “comendo” a nossa democracia.
Ao mesmo tempo, o mercado livre, quando é livre, é ótimo. E é aqui que o socialismo encontra o seu lugar, pois ele funciona como a “cinta de emagrecimento” dos capitalistas que querem comer toda a feijoada e não deixar paio algum aos outros.
O socialismo é aquele modo de agir das pessoas que inibe o capitalismo de permitir que as pessoas devorem tudo a sua frente, Inibe que as pessoas pensem em progresso e desenvolvimento só para elas e os mais próximos e acumule riqueza desenfreadamente.
Compartilhar um pouco do paio e da costelinha de porco, na próxima vez que for comer uma feijoada, pode ajudar a salvar a nossa democracia. Já pensou nisso?
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