O prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) apresentou na manhã desta quarta-feira (19), no Teatro Municipal, um levantamento detalhado sobre a precariedade de prédios e equipamentos públicos em Marília. Batizado de Marília Abandonada, o documento aponta a necessidade de R$ 163 milhões para recuperar unidades de Saúde, Educação e Assistência Social.
Durante o evento, um vídeo exibiu imagens de postos de saúde, escolas e centros poliesportivos em estado crítico. Segundo o relatório, a Prefeitura precisará investir R$ 73 milhões para reformar 67 escolas, R$ 45 milhões para recuperar 41 unidades de saúde e mais R$ 45 milhões para revitalizar 34 centros poliesportivos, muitos deles também utilizados como espaços comunitários.
Camarinha ressaltou que os valores estimados referem-se apenas à recuperação das estruturas existentes, sem incluir novos projetos, como a construção de escolas, áreas de lazer e praças.
“A situação que encontramos é uma tragédia, mas nos preparamos para enfrentá-la. Este evento tem dois objetivos: prestar contas à população e apontar os responsáveis pelo descaso com o patrimônio público”, declarou o prefeito.
Ele afirmou que a Prefeitura identificou contratos superfaturados e gastos irregulares, que teriam gerado prejuízo aos cofres municipais. Com a suspensão desses contratos, segundo Camarinha, a administração economizará cerca de R$ 10 milhões, que serão redirecionados para investimentos na cidade.
O prefeito também citou medidas já em andamento, como o programa Ganha Tempo da Saúde/Zera Fila, voltado para a redução da espera por atendimento médico, e os primeiros investimentos na área da educação. Além disso, anunciou que o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Marília terá seu projeto iniciado nos próximos 30 dias.
“Eu preferia estar aqui para anunciar conquistas, mas precisamos encarar a realidade. A população tem o direito de saber em que condições encontramos a cidade”, disse.
OUTRO LADO
O ex-prefeito Daniel Alonso (PL) rebateu as declarações e afirmou que é hora de a atual gestão focar no trabalho e cumprir suas promessas de campanha.
“Fico surpreso ao ver o prefeito insistindo na narrativa de ‘cidade abandonada’. Já se passaram dois meses de gestão, e ele ainda está olhando para trás. Quando assumimos, Marília estava mergulhada em dívidas, com salários atrasados, frota sucateada, corrupção e lixo acumulado. Trabalhamos duro para superar esses desafios e colocar a cidade no caminho do desenvolvimento”, disse Alonso.
Ele destacou investimentos feitos durante sua administração, incluindo a modernização do sistema de esgoto, a troca da iluminação pública para LED, a construção de sete escolas e mais de 20 novos equipamentos de saúde, além da entrega de 10 mil unidades habitacionais e obras de pavimentação.
“A cidade está organizada e estruturada para continuar avançando. Agora, a nova gestão precisa olhar para frente e trabalhar, porque Marília não pode parar”, concluiu.
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