A retomada das obras da Casa da Mulher Paulista, autorizada na semana passada pelo prefeito Vinicius Camarinha (PSDB), continua repercutindo no campo político — agora em mais uma crítica ao ex-prefeito Daniel Alonso (PL).
Em suas redes sociais, Vinicius voltou a responsabilizar o antecessor pela paralisação da construção e destacou a urgência de políticas públicas eficientes de proteção às mulheres.
“Hoje nós estamos retomando uma obra autorizada em 2020. Lá se vão seis (sic) anos de incompetência, descaso, falta de articulação, de um tema que é fundamental, que são as políticas públicas de proteção”, afirmou.
O prefeito reforçou que a obra interrompida não representava apenas a construção de um prédio, mas um compromisso com a causa feminina.
“Dois abandonos, uma obra e a causa das mulheres, mas isso nós começamos a mudar”, disse. Ao citar a ordem de serviço para retomada dos trabalhos, completou: “nós estamos retomando a Casa da Mulher, seis anos de abandono. A ordem de serviço é para cuidar da mulher mariliense.”
Paralisação e custos
A unidade de atendimento psicossocial, jurídico e social teve as obras iniciadas em julho de 2023, mas foi interrompida em outubro de 2024, após a Prefeitura assinar distrato com a empresa responsável.
Para a retomada, o município contratou a empresa Cláudio da Rocha dos Santos Empreendimentos – ME, com valor de R$ 557.536,55 e prazo de até 12 meses para conclusão.
Segundo a Prefeitura, o custo total da obra está estimado em R$ 1.034.654,66, somando o que já foi executado e a nova etapa. Do total, R$ 765 mil são recursos do Estado e R$ 269,6 mil são contrapartida municipal.
Acolhimento à mulher
Durante o anúncio, Vinicius afirmou que a Casa da Mulher Paulista deverá oferecer atendimento “humanizado” e “completo”, com assistentes sociais, psicólogos, orientação jurídica e encaminhamento para qualificação profissional — uma rede de apoio voltada especialmente a mulheres em situação de violência doméstica.
O prefeito também prometeu uma estrutura multidisciplinar e acolhedora. “A mulher em Marília não estará só. Proteção, apoio, combate ao racismo, combate ao feminicídio, combate à violência contra a mulher.”
Para ele, a Casa será mais do que um equipamento público. “Representa um símbolo de proteção à mulher. Essa casa vai valorizar as nossas mulheres, vai dar suporte, vai dar apoio. A mulher do nosso governo não estará só”, frisou.
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