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José Menezes é condenado por uso de diploma falso

Vereador foi condenado a quatro anos de reclusão em regime inicial aberto.

O vereador José Ferreira de Menezes Filho foi condenado a quatro anos de reclusão em regime inicial aberto e ao pagamento de 40 dias-multa, sendo que cada dia-multa equivale a cinco salários mínimos, pelo uso de diploma falso de engenharia.

A sentença é de 1ª instância e ainda cabe recurso. Também foi determinado que se dê ciência ao MPF (Ministério Público Federal) para providências de investigação que entender cabíveis para responsabilizar quem concedeu o registro de engenheiro a José Menezes junto ao CREA-SP (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).

Denúncia

O vereador foi denunciado pelo MPF em setembro de 2013 por falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele identificou-se como engenheiro civil responsável por empreendimentos em 292 anotações de responsabilidade técnica (ART) que são destinadas ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea/SP) no período de outubro de 2009 a junho de 2011.

Em 2009, Zé Menezes apresentou requerimento junto ao Crea/SP pleiteando a concessão de registro profissional de engenheiro civil. O pedido foi  feito com diploma e histórico escolar de formação no curso de engenharia civil supostamente emitido pela Universidade Cruzeiro do Sul.

Durante a apuração do próprio Crea/SP, ficou comprovado que ambos os documentos, diploma e histórico, eram falsos. O denunciado nunca esteve sequer matriculado no curso de engenharia civil da instituição.

Diploma falso utilizado por vereador mariliense

Obras

Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia, fica sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

O documento define para os efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendimento de engenharia. O vereador assinou 292 desses documentos, identificando-se como responsável técnico por diversas obras de engenharia perante o Crea/SP.

“Dessa forma, tendo em vista que o denunciado não possui formação em engenharia civil, bem como seu registro profissional junto à mencionada autarquia federal fora obtido de modo fraudulento, conclui-se que o denunciado inseriu declaração falsa em cada uma das ART’s que preencheu no supracitado período, ao se identificar em cada uma delas como engenheiro civil”, escreveu o procurador da República em Marília Jefferson Aparecido Dias na denúncia.

Com informações da Matra

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