Marília

Vereador diz que fiscalização será rigorosa em rodeios

“Não consigo conceber a prática do rodeio sem maus tratos aos animais”, disse Marcos Rezende.

O anúncio oficial da volta da Examar em outubro, com realização de rodeios, fez acender a luz amarela para os defensores dos animais na cidade.

O primeiro deles foi o vereador Marcos Rezende (PSD), que votou contra a Lei 8104, aprovada pela Câmara em maio deste ano, caracterizando rodeios como patrimônio cultural com finalidade esportiva.

“Não consigo conceber a prática do rodeio sem maus tratos aos animais, que, para mim, devem ser mantidos livres. O simples ato de colocar o animal em uma arena cercada por uma multidão, sob efeito de luzes e som alto contraria a natureza do bicho e é muito estressante. Sem falar nas esporas, cordas e barrigueiras apertadas ao extremo para fazer o animal pular”, comentou o vereador.

Marcos Rezende colocou-se à disposição das entidades defensoras dos animais para exercer uma fiscalização rigorosa sobre o rodeio em Marília.

“Essa prática foi liberada em todo o País, mas aqui nós aprovamos uma lei municipal que está em vigor e deve ser cumprida à risca. O mínimo que a sociedade deve fazer é vigiar para não permitir maus tratos aos animais, o que eu considero uma atrocidade”, disse.

Importante observar que abuso, maus tratos, ferimento ou mutilação de animais são crimes com pena de detenção de três meses a um ano e multa. “Vamos exigir tudo o que está previsto na lei para evitar qualquer tipo de abuso, porque esse é o nosso dever de cidadão responsável”.

A legislação exige atestado de vacinação dos animais, médico veterinário para avaliar a boa condição física e sanitária deles, fiscais designados pelo Município para vistoriar eventual ocorrência de maus tratos, sedém, cintas, cilhas e barrigueiras de lã natural para conforto dos animais, piso da arena em areia ou outro material que amorteça impactos, infraestrutura para atendimento médico, inclusive com ambulância UTI, além de proibir uso de esporas pontiagudas, choques elétricos, pimenta ou outras substâncias abrasivas para estressar os animais e motivá-los a pular.

“Esta é a hora dos protetores dos animais se unirem. Estou à disposição e me junto a eles por esta causa, porque sou defensor da vida e da liberdade dos animais”, concluiu Marcos Rezende.

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