Unidade de Pronto Atendimento localizada na zona Norte de Marília se destaca por contar com atendimento clínico, pediátrico e odontológico 24h, e ortopédico das 7h às 22h e ter perfeita integração entre HBU, HC, município, Samu e Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros. (Foto: Divulgação)
Em maio a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da zona Norte de Marília completou quatro anos de funcionamento em Marília. Ao longo desse período, a unidade vem se destacando pela excelência no atendimento, com estrutura de mini hospital, com serviços que atendem às necessidades do público que procura o local.
Contando com atendimento de pediatria e odontologia 24h por dia e ortopedia das 7h às 22h, além de todos os serviços prestados aos pacientes, a UPA da zona Norte atingiu o nível de qualidade reconhecido por 85% da população que já passou pelo local.
Para o diretor técnico da unidade, João Paulo Pilon, o maior destaque da estrutura que tem a gestão do HBU (Hospital Beneficente Unimar), mantido pela ABHU (Associação Beneficente Unimar) é a estrutura disponível e corpo de profissionais, sempre atualizados.
Pilon fez questão de ressaltar a estrutura montada na UPA da zona Norte no período da pandemia de covid-19. “A exemplo do HBU, nós também dividimos a UPA em duas, com as áreas ‘Branca’ e ‘Roxa’, sendo que esta última totalmente dedicada aos pacientes com suspeita de covid-19”, relatou.
Conforme o médico, a UPA foi totalmente reestruturada em termos de espaço físico e de atendimento. “Todos os pacientes com queixa respiratória recebem uma triagem específica e cuidados adicionais, com isolamento do fluxo convencional”, destacou. A unidade já recebeu 272 pessoas com esse perfil.
Segundo dados divulgados pela instituição, em abril foram atendidas 123 pessoas na área ‘Roxa’, enquanto que em maio foram 149 (até o dia 28/05). “A UPA está na linha de frente no enfrentamento da covid-19, atendendo sintomáticos e assintomáticos, diante da suspeita pelo contato com pacientes suspeitos”, explicou Márcia Mesquita Serva Reis, superintendente da ABHU.
Pilon apontou ainda que a UPA Norte também realizou campanhas para arrecadar doações de materiais como máscaras de tecido e TNT, aventais descartáveis confeccionados em TNT, álcool 70% em gel e líquido, face shield, óculos de proteção, entre outros itens. “Diante dessa pandemia, nosso trabalho dentro da UPA foi dividido em duas frentes, a convencional e a do código roxo, com uma área separada e exclusiva para as pessoas com sintomas gripais, sempre com foco em um atendimento humanizado, mas com toda a segurança necessária para todos”, explicou Pilon.
O diretor relatou ainda que, ao se deparar com um paciente com suspeita de covid-19, tem início todo protocolo de reconhecimento e atendimento ao paciente. “Se os sintomas são leves, ele é atendido, orientado a ficar em isolamento domiciliar e a Vigilância Epidemiológica é notificada. Caso o quadro seja de internação, o paciente é encaminhado ao hospital, também com a notificação à VE. Sendo um serviço de urgência e emergência, de porte 3, temos sala de emergência bem equipada para as mais diversas situações, incluindo as críticas e instáveis”, frisou o diretor.
(Foto: Divulgação)
Integração UPA + HBU + Samu é fundamental
Diretor técnico da UPA zona Norte, João Paulo Pilon ressaltou a completa integração existente entre a UPA Norte, o HBU e o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), que permite um atendimento amplo aos pacientes que procuram a instituição. Conforme o diretor, a UPA é habilitada e qualificada pelo Ministério da Saúde para urgências e emergências de média complexidade. Além de ser referência municipal em ortopedia.
A unidade funciona 24h, todos os dias da semana, com equipe assistencial multiprofissional qualificada e compatível com as necessidades de atendimento de cada localidade. As especialidades da UPA incluem clínica médica, pediatria e ortopedia, além de odontologia e serviço social. Tem um laboratório de análises clínicas, serviço de Raio-X e faz também eletrocardiograma.
Apesar de estar localizada na zona Norte (rua João Caliman, 110 – Parque das Nações), a UPA Norte é voltada ao atendimento da população total de Marília. “A UPA de Marília é a de porte 3, o que significa que é o que há de mais moderno e melhor entre as UPAs”, ressaltou Pilon.
Para o diretor, a gestão deve ser destacada, além da estrutura física e da equipe de profissionais. “A população conta com um atendimento de excelência na UPA, com profissionais especializados e gabaritados”. Com 100% dos serviços voltados ao SUS (Sistema Único de Saúde) a UPA se tornou uma grande porta de entrada do HBU.
“Nesses quatro anos conseguimos a parceria com o município para que os pacientes de urgência de média complexidade pudessem ser tratados no HBU. Antes essa porta de entrada não existia. Com isso, contribuímos também com o Hospital das Clínicas, numa aproximação entre os serviços”, destacou a superintendente do HBU e ABHU, Márcia Mesquita Serva Reis.
Márcia explicou ainda que é preciso destacar alguns setores, como a ortopedia. Mesmo com atendimento das 7h às 22h, a especialidade é considerada referência na UPA. “Exceto os traumas com necessidade cirúrgica, todos os pacientes com problemas ortopédicos são direcionados para a UPA, recebendo não só o primeiro atendimento, como acompanhamento”, mencionou a superintendente.
A UPA ainda oferece campo de estágio para diversas áreas da saúde; faz aplicação de soro anti-rábico, retirando fluxo do Hospital das Clínicas; atua em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde notificando casos de violência, dengue, suicídio, intoxicação, entre outros que necessitem de controle pelo poder público.
UPA e os números em quatro anos
Levantamento feito pelo diretor administrativo da UPA Norte, Luis Doretto, traz números incríveis. É como se toda população de Marília tivesse sido atendida pela unidade, nos últimos quatro anos. Ao todo, já passaram pelo local 436.131 pessoas, sendo 260.321 em consultas clínicas; 84.414 pediátricas; 58.127 ortopédicos; e 30.437 odontológicos. Além de 2.832 atendimentos do Serviço Social.
Este é outro diferencial da unidade, que mantém um trabalho especial para pessoas em situação de rua, realizando cuidados com higiene pessoal e doação de vestimentas. Ações que vão além do atendimento de sintomas, ao encontro da promoção da saúde. “São ações que buscam a recuperação da autoestima e autonomia, através de ações multidisciplinares”, ressaltou Doretto.
Em termos de exames, já foram realizados um total de 334.417; sendo 105.873 de imagem (Raio-X); 23.651 eletrocardiogramas e 204.893 análises clínicas. Porém, as metas da UPA não são somente quantitativas. A unidade mantém um serviço de avaliação pelo usuário para colher e analisar elogios e reclamações. “O serviço funciona como um mediador de conflitos, esclarecendo dúvidas sobre o funcionamento da UPA, bem como provendo o acesso dos usuários aos serviços oferecidos”, afirmou Doretto.
O medidor de opiniões existe desde janeiro de 2017 e uma única vez teve um percentual abaixo de 80%, perfazendo uma média de 85,2% na soma de todos os meses. “Estamos muito felizes com o resultado da UPA. Um índice de 85% de satisfação em uma unidade que cumpre dez mil atendimentos/mês é difícil de ser alcançado e bastante relevante. A Saúde exige um trabalho constante e contamos com a ajuda da população para que nos diga o que está em desacordo e possamos continuar percorrendo as metas qualitativas”, salientou Márcia Mesquita Serva Reis.
Para a superintendente, esses números e essa excelência no atendimento não teria sido alcançada se não houvesse uma perfeita integração e envolvimento entre a UPA e o HBU, HC, município, Samu e Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, assim como aos 230 colaboradores da UPA, a maioria trabalhando na unidade desde a sua implantação. “Todos têm feito seu melhor e vamos continuar juntos, à disposição da população”.
(Foto: Divulgação)
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