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Unimar usa músicas sertanejas para ensinar conceitos jurídicos em projeto inovador

Atividade criada em 2021 incentiva pesquisa e interpretação entre calouros (Foto: Divulgação)

O curso de Direito da Universidade de Marília (Unimar) realizou mais uma edição do projeto Direitonejo, iniciativa que utiliza músicas sertanejas como ferramenta pedagógica para apresentar conceitos jurídicos aos estudantes do primeiro ano. Segundo a instituição, a proposta busca aproximar o conteúdo acadêmico do cotidiano e demonstrar que temas do Direito também aparecem em manifestações da cultura popular.

O projeto foi criado em 2021 pelo professor Jefferson Aparecido Dias, idealizador da atividade. Ele afirma que o objetivo é tornar o ensino mais dinâmico e acessível. “O grande objetivo desta aula é justamente fazer com que os alunos percebam que o Direito está envolvido na nossa cultura, presente no nosso dia a dia e nos locais que nós menos esperamos”, declarou.

De acordo com o docente, os estudantes analisam letras de músicas sertanejas para identificar conceitos jurídicos, princípios legais, entendimentos doutrinários e eventuais infrações mencionadas nos versos. A atividade estimula pesquisa, interpretação e argumentação. “Todos os anos, usamos esse projeto como forma de incentivá-los e eles, cada vez mais, compreendem os conceitos jurídicos presentes na música sertaneja”, afirmou. Ele acrescentou que os calouros exploram conteúdos que aprofundarão nos anos seguintes.

Projeto Direitonejo integra cultura sertaneja ao ensino jurídico na Unimar (Foto: Divulgação)

O acadêmico Gabriel Saverio relatou que a metodologia ativa ampliou sua compreensão sobre as bases do Direito. “Foi a primeira vez que pude pensar nos termos jurídicos por trás da música sertaneja. […] Conseguimos entender os ordenamentos, os preceitos e até algumas ilegalidades escondidas nas letras”, disse.

Segundo o professor Jefferson, a iniciativa tem contribuído para aproximar temas complexos da realidade dos estudantes. “A cada ano, vemos análises mais aprofundadas. Isso demonstra a evolução dos estudos jurídicos dos alunos e reforça que essa metodologia funciona”, afirmou.

Ramon Barbosa Franco

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