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Fóssil de dinossauro encontrado em Marília é estudado

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) iniciaram este mês a preparação e o estudo do fóssil de um dinossauro que viveu há 70 milhões de ano no Brasil.

Os ossos de um titanossauro foram encontrados em 2009, em Marília, próximo a uma rodovia. As rochas com pedaços do animal foram engessadas, garantindo que o material não fosse danificado.

O coordenador da pesquisa, o professor e paleontólogo Rodrigo Santucci acredita-se que o estudo pode durar cerca de 10 anos, pois os ossos, que precisam ser limpos com muito cuidado, estão sobre rochas que pesam toneladas.

“Quando achamos, o fóssil estava no nível do chão. Cavamos com britadeira e marretas, até poder andar em volta e deixar a estrutura como de um cálice. Depois da estrutura, engessamos e soltamos o bloco”, explicou Rodrigo Santucci.

O fóssil do titanossauro foi descoberto durante os trabalhos de exploração de rotina do pesquisador Willian Nava. Como Marília não tem estrutura e equipe suficiente para analisar o fóssil foi preciso transferi-los para Brasília. A operação para transportar o material até a UnB envolveu caminhões e guindastes.

A primeira parte da pesquisa é aquela que o pesquisador chama de preparar o fóssil. Nessa etapa é removida a rocha em volta dos ossos, sem danificá-los. Esse é um processo bem demorado, porque necessita de muitos cuidados, podendo demorar até cinco anos.

Quando todos os ossos são removidos da rocha, os pesquisadores partem para a etapa de analise do fóssil. Nesse processo, são mais cincos anos para descrever e comparar o fóssil com outras espécies de titanossauro. Segundo o pesquisador, há a possibilidade de o fóssil de Marília ser uma nova espécie.

Os titanossauros costumam ser gigantescos e se alimentam apenas de plantas. O corpo de um titanossauro podia chegar até 15 metros de comprimentos, 2,5 de altura e pesar até 10 toneladas.

O estudo será encerrado com duas réplicas do dinossauro: uma para a UnB e outra para ser exposta no Museu de Paleontologia de Marília. O material será devolvido e ficará guardado na coleção do memorial. Impressoras 3D devem ser usadas para o estudo e para a produção das réplicas.

Amanda Brandão

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