Após ser acusado de racismo por privilegiar fotos de pessoas brancas na rede social, o Twitter afirmou nesta sexta-feira, 2, que planeja mudar seu sistema de recorte automático de imagens na plataforma. Em setembro, usuários de todo o mundo descobriram que, ao postar diferentes imagens na rede social, a prévia da publicação dava destaque a pessoas brancas.
O Twitter afirmou que, em vez de usar técnicas baseadas em aprendizado de máquina para recorte de imagens, vai se concentrar em desenvolver ferramentas que mostrem aos usuários como as imagens em suas postagens ficarão quando uma aparecer uma prévia da publicação. A ideia é diminuir a confiança nos algoritmos e dar mais espaço para decisões dos próprios usuários.
No mês passado, os testes feitos pelos usuários geralmente traziam pessoas brancas e negras, em um formato de foto que obrigasse o algoritmo do Twitter a recortar para exibir uma prévia em cada publicação. A primeira tentativa foi feita com uma imagem que possuía uma foto do senador republicano Mitch McConnell e outra do ex-presidente dos EUA, Barack Obama – com direito a uma variação de posição, cores de gravata e quantidade de imagens.
À época em que a prática foi revelada, o Twitter se desculpou e disse que a ferramenta havia sido testada e que não tinha apresentado nenhuma preferência preconceituosa na exibição das fotos. A rede social também afirmou que estava trabalhando para corrigir o problema.
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