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TV para surdos apura retirada de vídeos de Marx, Nietzsche e Jean Wyllys

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), órgão do Ministério da Educação (MEC), instaurou sindicância para obter todas as informações sobre a retirada de alguns vídeos do site TV Ines e atribuir as devidas responsabilidades, de acordo com nota divulgada pelo ministério. A pasta diz ainda que os vídeos serão inseridos novamente na página.

O colunista do jornal O Globo Ancelmo Gois revelou na terça-feira, 29, que foram retirados programas que contavam a história da vida de personagens como Karl Marx, Friedrich Engels, Marilena Chauí, Antonio Gramsci e Friedrich Nietzche. A maioria é do programa Manuário, que apresenta novos itens lexicais em Libras.

Não foram encontrados episódios que tratavam da vida de pensadores, como o pensador alemão Karl Marx. Também não é possível localizar entrevista do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), no programa Café com Pimenta.

No início da semana, o diretor do Ines, Paulo André Martins de Bulhões, divulgou nota na qual disse que foi surpreendido com a notícia e que tomou conhecimento sobre a ausência dos vídeos no final da semana passada. Na segunda-feira, 28, ele diz que se reuniu com a responsável pelo contrato entre o Ines e a TV Ines para averiguar o ocorrido.

“Na ocasião, ela informou que também foi surpreendida e que não foi informada sobre as remoções”, diz o texto, acrescentando que foi enviado então um ofício à direção da Acerp demandando esclarecimentos.

O diretor acrescentou que em momento algum o Ines ou o MEC solicitaram ou foram informados da retirada desses vídeos. “O Ines e o MEC têm o dever constitucional de respeitar as diferenças e a liberdade de pensamento e expressão. Demandaremos à TV Ines providências para que os vídeos voltem ao ar”, diz.

Em nota, o MEC disse que abriria uma sindicância, mas que uma apuração preliminar já identificou, entretanto que os vídeos foram retirados em abril e em novembro de 2018. No entanto, a coluna de Góis identificou, através de consulta do cache do Google (uma espécie de histórico onde é possível ver versões anteriores de uma página), que em 2 de janeiro ainda estava no ar o vídeo sobre Marx e, em 1 de janeiro, ainda constava o de Nietzche.

Apesar de não explicar porquê esses vídeos ainda constavam em janeiro, a nota do ministério disse que a notícia de Gois é “tanto falsa quanto maldosa”. (Com informações da Agência Brasil)

Agência Estado

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