Marília

Tuberculose: Saúde faz campanha para tratar pacientes

Elenir Morro, enfermeira da USF Figueirinha, durante atendimento: “observamos e estimulamos os usuários do nosso território”. (Foto: Assessoria PMM/Júlio César de Carlis)

Segue até hoje, dia 20, em toda a rede de saúde de Marília, campanha para identificar e oferecer tratamento a pessoas com tuberculose. Somente este ano, foram notificados 83 registros da doença, que pode ter ainda mais casos não identificados, em virtude da desinformação ou resistência ao tratamento.

A tosse persistente (há mais de três semanas) é um dos principais sintomas. Por isso, o Ministério da Saúde preconiza a realização da Campanha de Intensificação de Busca Ativa de Sintomáticos Respiratórios. Marília realiza a ação duas vezes por ano.

A enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, lembra que a tuberculose é provocada por um bacilo, por isso a principal forma de identificar a doença é a análise da secreção da via respiratória (o popular catarro).

“É um exame rápido, fácil de ser coletado, com baixo custo para o sistema de saúde e que pode evitar muitas complicações. Basta procurar uma unidade do município. Se a doença for constatada, inicia-se um tratamento de seis meses, que não pode ser interrompido. Dessa forma, a cura é possível. Quanto mais cedo a doença for constatada, melhor”, alerta Alessandra.

ESTIGMAS

Associada a épocas remotas, quando predominavam condições sanitárias precárias, a tuberculose é uma doença estigmatizada pela sociedade e acaba sendo subnotificada. Apesar do preconceito e a relação com fatores socioeconômicos, pode acometer pessoas em todas as classes sociais.

“A tosse, principal sintoma, pode ser confundido com outras doenças respiratórias ou mesmo ignorada pela pessoa acometida. Há casos em que a doença só é descoberta em fase avançada, ou quando já provocou grave comprometimento respiratório e instalação de outras doenças”, explica a enfermeira.

Em Marília, para ampliar a notificação e o número de pessoas tratadas, médicos, profissionais de enfermagem, agentes comunitários de saúde e acadêmicos de graduação e pós-graduação, que atuam em estágios e residência multidisciplinar, são estimulados a desenvolver buscas ativas.

Encontros temáticos são realizados, pelo menos, duas vezes ao ano com grande envolvimento das unidades. É o caso da USF Figueirinha (Unidade Saúde da Família), na zona norte da cidade. A enfermeira Elanir Morro, que integra a equipe gestora, destaca a importância da busca ativa.

“É um trabalho que buscamos fazer de forma contínua, observando os usuários do nosso território e convidando para a coleta de baciloscopia. A pessoa com tosse persistente, mesmo que já tenha um diagnóstico de doença respiratória, precisa fazer o teste”, destaca Elanir.

Amanda Brandão

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