O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que um ataque militar norte-americano à Venezuela, realizado no último sábado (3), deixou “muitos” mortos do “outro lado”, entre eles “muitos cubanos”. A declaração foi feita durante discurso em Washington a deputados do Partido Republicano, no início do ano legislativo do Congresso dos EUA.
Segundo Trump, a operação envolveu 152 aeronaves e grande número de militares em solo venezuelano. “A operação na Venezuela foi muito complexa. Tivemos 152 aeronaves envolvidas, e muita gente no solo. Mas eu acho que foi incrível, ninguém morreu. Do outro lado sim, muitos morreram. Infelizmente, devo dizer. Muitos cubanos”, afirmou, sem detalhar números ou identidades das vítimas. O presidente disse que os cubanos mortos integravam a equipe de segurança do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
De acordo com o relato apresentado por Trump, militares dos Estados Unidos sequestraram Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, durante a ação realizada na madrugada de sábado. O presidente norte-americano voltou a elogiar o desempenho das Forças Armadas do país e disse que o ataque incluiu o corte de energia elétrica em quase todo o território venezuelano. “Cortamos a eletricidade em quase todo o país, foi aí que eles perceberam que havia um problema. Em Caracas, as únicas pessoas que tinham luz eram as que estavam com velas. Foi um ataque brilhante taticamente”, declarou.
No discurso, Trump também fez comentários pessoais sobre Maduro e reiterou que os Estados Unidos possuem “a mais poderosa, letal e sofisticada força militar do planeta”. “Não tem ninguém nem perto de nós. Ninguém pode nos enfrentar, não tem discussão sobre isso”, afirmou. O presidente dos EUA ainda criticou o Partido Democrata por se opor à ação militar e atacou manifestantes que protestaram contra o sequestro de Maduro em Nova York. “Essas pessoas em Nova York são pagas”, disse.
Do lado venezuelano, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou no domingo (4) que integrantes da equipe de segurança de Maduro foram mortos “a sangue frio” durante o ataque, que atribuiu aos Estados Unidos. “Soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, disse o ministro, em vídeo divulgado oficialmente, sem informar nomes ou números. Na mesma declaração, Padrino repudiou a intervenção norte-americana e exigiu a libertação de Maduro, que, segundo o governo venezuelano, está detido em Nova York sob acusação de narcoterrorismo.
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