Dorival Soares dos Reis Neto foi preso em flagrante pela morte do filho de apenas seis meses em Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, em segunda instância, manter a ação penal contra Amanda Aparecida Oliveira Dias, mãe do bebê de seis meses morto em março de 2024, em Marília. Com a decisão, ela será julgada pelo Tribunal do Júri.
A mulher é acusada de omissão, já que, para o Ministério Público, ela não impediu as agressões cometidas pelo companheiro, Dorival Soares dos Reis Neto, de 31 anos.
O voto do relator do caso, desembargador Juscelino Batista, aponta que mesmo tendo o dever legal de proteger o filho, a mulher não agiu para que o bebê de seis meses fosse salvo das agressões recorrentes do pai.
O caso ganhou repercussão pela violência do crime. O casal vivia com o bebê John Soares dos Reis Oliveira Dias em apartamento no antigo conjunto habitacional Paulo Lúcio Nogueira (CDHU).
Segundo laudos periciais, a morte foi causada por asfixia, e o bebê já apresentava sinais de agressões anteriores. O pai da criança, Dorival é acusado de homicídio qualificado e tortura.
DESDOBRAMENTOS NA JUSTIÇA
O homem já foi pronunciado em primeira instância e não recorreu, de modo que sua ida a júri popular é definitiva e sem possibilidade de reversão. Dorival segue preso preventivamente desde o dia do crime, aguardando a data do julgamento.
Na decisão agora confirmada pelo TJ-SP, os desembargadores rejeitaram o recurso da defesa de Amanda, que buscava sua absolvição sumária, ou seja, sem a necessidade de enfrentar julgamento pelo júri.
O tribunal entendeu que existem indícios suficientes para que ela seja levada a julgamento popular, em processo já desmembrado do de Dorival.
A advogada de defesa, Alessandra Silva Damasceno, alegou que Amanda não estava no apartamento no momento do crime e que não teria responsabilidade pela morte. Ainda assim, a Justiça considerou que caberá ao júri avaliar sua eventual omissão.
RELEMBRE O CASO
No dia do crime, em março de 2024, o bebê chegou a ser socorrido por uma ambulância, mas não resistiu. Dorival foi detido após ser agredido por vizinhos revoltados. Em depoimento, negou ter matado o filho, mas confessou agressões “por causa do choro”.
O laudo oficial concluiu que a criança morreu por asfixia mecânica, reforçando a acusação de homicídio violento. Para o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), o caso envolve tortura, já que o bebê apresentava lesões compatíveis com agressões prévias.
Os julgamentos de Dorival e Amanda devem ocorrer de forma separada no Tribunal do Júri em Marília.
https://www.youtube.com/embed/kNrrKtR9MBA
Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.
Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…
A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…
Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…
This website uses cookies.