Tecnologia

TikTok critica Trump e sugere que pode processar EUA

O TikTok divulgou comunicado hoje, no qual a empresa diz ter ficado “chocada” com o decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, a companhia afirma que nunca compartilhou dados com o governo da China, como sugerido pelo governo americano, e sugere que pode entrar em uma disputa jurídica em solo americano.

Na noite desta quinta-feira, 6, Trump assinou decreto que, na prática, dá um prazo de 45 dias para uma empresa dos EUA comprar as operações no país do TikTok, qualificando o aplicativo como ameaça à segurança nacional e econômica.

Em sua nota, o TikTok diz que a decisão foi tomada “sem o devido processo” e que durante quase um ano ele busca dialogar com o governo americano para buscar uma “solução construtiva para as preocupações que haviam sido expressas”. A empresa diz que o governo Trump “não prestou atenção aos fatos, ditou os termos de um acordo sem passar pelos processos legais padrões e tentou se colocar no meio de negociações entre empresas privadas”.

O TikTok destaca que o texto da decisão do governo americano atribui informações a “relatos”, sem citações, e temores de que o aplicativo “possa ser” usado para campanhas de desinformação, sem mostrar concretamente isso.

“Nós temos deixado claro que o TikTok nunca compartilhou dados dos usuários com o governo chinês, nem censuramos conteúdo a pedido dele”, afirma a empresa, acrescentando que suas diretrizes de moderação e o código-fonte do algoritmo utilizado pela rede estão disponíveis em seu “Centro de Transparência”, o que não ocorre em empresas similares. “Nós até mesmo nos comprometemos a nos dispor a buscar uma venda total do negócio nos EUA para uma empresa americana”, comenta.

De acordo com o TikTok, o decreto de Trump pode minar a confiança das empresas globais no compromisso dos EUA com o Estado de Direito, e abre um “precedente perigoso para o conceito de livre expressão e mercados abertos”.

“Buscaremos todos os remédios disponíveis para nós, a fim de garantir que o respeito à lei não seja descartado e que nossa companhias e nossos usuários sejam tratados de modo justo — se não pelo governo, então pelos tribunais dos EUA”, afirma.

Agência Estado

Recent Posts

MAC cai em Santos e encerra campanha histórica com o vice-campeonato da A3

Artilheiro da A3, com 10 gols, Lucas Limas passou em branco neste domingo em Santos…

18 horas ago

Nova unidade reforça expansão da União Imobiliária e aposta em serviço personalizado

Terceira unidade da União Imobiliária foi inaugurada na sexta-feira (24) (Foto: Geovana Rodrigues/Marilia Noticia) A…

21 horas ago

Câmara de Marília vota projetos sobre despesas e epilepsia nesta segunda-feira

Pauta da Ordem do Dia conta com dois projetos para análise (Foto: Wilson Ruiz) A…

22 horas ago

‘Se hoje atuo no exterior, é porque alguém me colocou livros nas mãos’, diz pesquisadora mariliense

Mariliense Tatiane Rodrigues Lopes dos Santos cruzou fronteiras e hoje é pesquisadora internacional (Foto: Divulgação)…

22 horas ago

A conta de água subiu? Antes de se assustar, investigue

Consumo pode aumentar de forma silenciosa (Foto: Divulgação) Receber a fatura de água e se…

23 horas ago

Presidente da Câmara pede inclusão de USF do JK em programa de reformas

Proposta do presidente da Câmara de Marília, vereador Danilo da Saúde (PSDB), será votada nesta…

1 dia ago

This website uses cookies.