Marília

Terceirizados em escolas estaduais de Marília falam em ‘calote’

Escola estadual Amilcare Mattei, zona Leste da cidade (Foto: Carlos Rodrigues/Marília Notícia)

Ceia do Natal está incerta para 12 funcionários – a maioria mulheres -, que estão há dois meses sem salário e foram abandonadas por uma empresa terceirizada em Marília. O grupo trabalhava em cinco escolas da rede estadual.

A auxiliar de serviços gerais Mara Pereira conta que trabalhou até sexta-feira (3) na escola estadual Amilcare Mattei, zona Leste da cidade.

“Continuamos trabalhando na esperança de receber os atrasados. Não paramos para não perder os nossos direitos, mas a empresa já não atendia mais ligações. A supervisora desapareceu e ficamos sem respostas”, afirma.

Além da Amilcare Mattei, a Servitt Limpeza e Portaria Eireli – com sede em Restinga, região de Ribeirão Preto – tinha postos de trabalho também nas escolas Padre João Walfredo Rothermund, professor Antônio Gomes de Oliveira, Geógrafa Emico Matsumoto e Waldemar Moniz da Rocha Barros.

Mas, de acordo com Mara, outra empresa já assumiu os serviços. “Fomos em um advogado. Ele pesquisou e nos disse que a empresa faliu, mas não recebemos nada. Vamos ter que entrar na Justiça”, completa.

Os salários referentes a outubro e novembro não foram pagados. A Servitt também deve, segundo os trabalhadores, o 13º salário e o vale-alimentação dos dois meses.

O Marília Notícia tentou contato com a empresa, mas até o fechamento desta reportagem, a prestadora de serviço ainda não tinha respondido aos contatos. O espaço segue aberto para manifestação.

A Secretaria de Estado da Educação enviou nota à redação:

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) esclarece que o contrato emergencial para limpeza em escolas estaduais da região de Marília foi publicado no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (25). A nova empresa iniciou a prestação de serviço na última segunda-feira (6).

A Seduc ressalta ainda que os contratos de limpeza são geridos pelos Dirigentes Regionais de Ensino e fiscalizados pelos próprios diretores das unidades, que participam ativamente no dia a dia das escolas.

Os pagamentos feitos pela Seduc às empresas contratadas sempre são efetuados em dia com os valores acordados. Em casos de interrupção ou falta de cumprimento dos serviços, a contratada é notificada imediatamente.

Passados os cinco dias determinados por lei da notificação sem que haja retomada dos serviços de forma completa, a Secretaria rescinde o contrato. Na maioria dos casos, a pasta publica nova contratação em caráter emergencial no mesmo dia.

A Seduc-SP ainda reforça que, legalmente, a Diretoria de Ensino só poderá rescindir o contrato cinco dias após a notificação, e caso a questão seja resolvida dentro do prazo legal, o contrato é mantido.

São exemplos de descumprimento contratual: atraso de pagamentos, atraso do pagamento de benefícios (VA, VR ou VT), atraso de pagamento de FGTS, baixa qualidade do serviço, falta de funcionários, entre outros.

Carlos Rodrigues

Recent Posts

Santa Casa de Marília recebe doação de 210 travesseiros para leitos de internação

Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.

8 horas ago

Deputados defendem ampliação do programa de escola cívico-militar em Marília

Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…

9 horas ago

Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…

9 horas ago

Polícia investiga suspeita de agressão contra idoso internado após cirurgia em Marília

A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…

9 horas ago

Prouni 2026: divulgado resultado de nova chamada para o 2º semestre

Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…

9 horas ago

This website uses cookies.