Marília e região

Terceirizados da Educação voltam a protestar em frente à Prefeitura de Marília

Grupo de funcionários da empresa terceirizada se concentra em frente ao Paço Municipal (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

Funcionários da empresa GF Comércio e Prestação de Serviços de Limpeza voltam a protestar na manhã desta quinta-feira (8), em frente à Prefeitura de Marília, por verbas rescisórias pendentes após o encerramento do contrato da empresa com o município. O grupo prestava serviços terceirizados de limpeza para a Secretaria Municipal da Educação.

A manifestação ocorreu nas primeiras horas do dia e reuniu trabalhadores que afirmam não ter recebido os valores referentes à rescisão contratual. Durante o ato, os manifestantes entoaram palavras de ordem direcionadas à administração municipal, na tentativa de obter uma solução para a pendência financeira.

Segundo os funcionários, a situação se arrasta desde o fim das atividades da empresa, em dezembro. Eles alegam que, apesar do término do vínculo contratual, os direitos trabalhistas devidos no desligamento ainda não foram quitados.

Protesto retoma um histórico de mobilizações da mesma categoria (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

O protesto retoma um histórico de mobilizações da mesma categoria. No ano passado, trabalhadores da GF já haviam realizado paralisações e atos públicos na cidade para reivindicar a regularização de salários mensais atrasados, conforme relatos dos próprios funcionários.

A Prefeitura de Marília informou que a situação envolve trâmites judiciais. Em nota oficial, o Executivo afirmou que obteve autorização da Justiça, em dezembro de 2025, para efetuar o pagamento dos salários em atraso e do 13º salário dos funcionários da empresa. O ato judicial chegou a bloquear até R$ 244 mil da empresa.

Ato foi realizado nesta quinta-feira (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

Ainda segundo a administração municipal, o pagamento das verbas rescisórias depende de nova decisão judicial. A Prefeitura declarou que aguarda autorização para depositar em juízo eventuais créditos da empresa GF, para que o Judiciário delibere sobre o repasse dos valores diretamente aos trabalhadores.

A Secretaria Municipal da Educação acompanha a mobilização e informou que o processo segue sob fiscalização judicial, o que condiciona qualquer novo pagamento ao cumprimento das determinações legais.

Ramon Barbosa Franco

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