O Aeroporto Estadual de Marília segue no centro de um impasse que se arrasta desde o início da concessão da Rede Voa. A crise ganhou um novo capítulo no sábado (28), quando uma atividade de instrução com planador do Aeroclube terminou com a presença da Polícia Militar e da Polícia Federal.
A Rede Voa afirmou, em nota oficial, que identificou a invasão da área de segurança operacional e aeroportuária por cerca de 15 pessoas, entre elas crianças, além de um veículo e uma barraca em local próximo à pista de pousos e decolagens.
Segundo a concessionária, os envolvidos teriam se recusado a deixar o local em um primeiro momento, o que motivou o acionamento das forças policiais.
Do outro lado, o Aeroclube reagiu. Em entrevista ao Marília Notícia, nesta segunda-feira (30), o diretor da entidade Jolando Gatto acusou a concessionária de agir deliberadamente para criar um incidente.
Segundo ele, a operação de voo à vela é realizada no aeroporto há mais de 40 anos, desde a implantação da atividade nos anos 1980, e sempre foi de conhecimento de quem atua no local.
Gatto também contestou um dos principais pontos da versão da concessionária. De acordo com ele, a criança citada pela Rede Voa estava acompanhada pelos pais e por instrutor, com autorização de acesso emitida pela Polícia Federal e pela própria administração aeroportuária. A alegação de irregularidade, segundo afirmou, teria surgido apenas depois.
Na mesma manifestação, o diretor afirmou que a concessionária mudou a narrativa ao acionar a Polícia Federal com a informação de que os acessos ao sítio aeroportuário estariam vencidos.
Ele disse ainda suspeitar que eventuais credenciais tenham sido canceladas de forma arbitrária, sem comunicação prévia nem processo administrativo — hipótese que, segundo ele, ainda depende de confirmação oficial.
Entidades reagem
A reação de parte do setor aeronáutico veio em seguida. Em nota, a Federação Brasileira dos Aeroclubes (Febraero) repudiou a interrupção da atividade, sustentou que a operação de ensino era regular e declarou que concessionárias aeroportuárias não têm competência para impedir atividades aeronáuticas autorizadas por autoridades federais.
A Federação Brasileira de Voo em Planadores (FBVP) também se manifestou em defesa do Aeroclube de Marília e classificou como preocupante a caracterização da atividade como “invasão”.
Imagens do episódio mostram viaturas da Polícia Militar e da Polícia Federal posicionadas na área gramada do aeroporto, além de um planador e veículos de apoio próximos ao local da ocorrência.
O material reforça a dimensão do constrangimento gerado por um conflito que, até então, se desenrolava principalmente nos bastidores administrativos e judiciais.
O caso expõe uma disputa mais ampla sobre autoridade, acesso e permanência no aeroporto de Marília. Para a concessionária, trata-se de uma ocorrência de segurança; já para o Aeroclube e entidades do setor, o episódio representa uma tentativa de barrar uma atividade tradicional da aviação local.
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