RIO DE JANEIRO, BRAZIL - SEPTEMBER 11: Marina Silva, presidential candidate of the Brazilian Socialist Party, smiles at a press conference before a campaign event at the Engineering Club on September 11, 2014 in Rio de Janeiro, Brazil. Silva discussed her policies on energy and oil at the event. Mario Tama/Getty Images/AFP
Pré-candidata à Presidência, a ex-ministra Marina Silva (Rede) disse nesta terça-feira, 20, que uma eventual candidatura à reeleição do presidente Michel Temer seria vista como uma tentativa de ele “se esconder da Justiça”.
“Basta de termos pessoas que usam a função pública como esconderijo para os erros que cometeram e para se esconder da Justiça”, disse Marina após participar de um evento no Fórum Mundial da Água, em Brasília.
Temer afirmou nesta terça-feira não ser “improvável” a possibilidade de ele disputar a reeleição. No ano passado, o emedebista foi alvo de duas denúncias após as delações de empresários do grupo JBS. Os processos foram arquivados pela Câmara dos Deputados, mas as investigações devem ser retomadas quando ele deixar o cargo e, portanto, perder o direito ao foro privilegiado.
Questionada sobre o que achava de uma eventual candidatura de Temer, a ex-ministra afirmou que quem “criou o problema não tem como resolvê-lo” e que “a sociedade brasileira terá a oportunidade de escolher um novo caminho em 2018”.
Sem citar as denúncias apresentadas contra Temer, Marina também acusou o governo de usar a agenda ambiental como “moeda de troca” para conseguir apoio no Congresso.
“Há muitos retrocessos na agenda do meio ambiente, além de uma postura de negociar a agenda ambiental para poder ter apoio no Congresso Nacional. Isso aconteceu toda vez que o governo tem alguma coisa que acha importante e usa o meio ambiente e o índio como moeda de troca”, disse.
Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina participou nesta terça de uma mesa de debates sobre recursos hídricos ao lado da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ao final do evento, a ex-ministra voltou a defender que crimes ambientais como o ocorrido em Mariana, em novembro de 2015, sejam classificados como hediondos.
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